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Foto de Isis Borge Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Como se destacar em uma entrevista de emprego

Manter um discurso coeso, ético e honesto é o melhor caminho. Prepare-se para uma entrevista de emprego em dez passos

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 14 mar 2022, 15h50 - Publicado em 21 jan 2022, 07h00

Tenho acompanhado muitos processos seletivos nos últimos dias e vejo claramente que o discurso na hora da entrevista faz toda a diferença para uma determinada pessoa conquistar a vaga. Comparando os diferentes feedbacks dos empregadores sobre essas conversas com os candidatos, reuni neste texto 10 pontos que ajudaram muitos profissionais a se destacarem nas entrevistas:

Currículo claro e objetivo

O currículo é o que costuma abrir as portas de um processo seletivo para uma pessoa, porque é nele que está estampado muito do perfil do profissional. Se o documento for confuso, muito extenso ou tiver erros gramaticais, por exemplo, antes mesmo da entrevista a imagem daquele profissional será impactada negativamente. Vale sempre investir um bom tempo na elaboração e revisão do currículo para que ele tenha fatos e dados com informações importantes e corretas, porém, sem deixar de ser claro e objetivo.

Motivação

Hoje em dia, mais do que habilidades técnicas, vejo muitas pessoas sendo contratadas por se mostrarem bem motivadas e engajadas com o processo seletivo, com a vaga e com a empresa em questão. Já acompanhei casos em que, impressionado pelo currículo, um gestor demonstrou preferência por um profissional antes mesmo da entrevista. Porém, teve a impressão totalmente alterada após a conversa com o candidato.

Raciocínio organizado e lógico

Profissionais que seguem uma ordem cronológica, clara e organizada para estruturar o discurso sobre suas respectivas carreiras ganham muitos pontos com os entrevistadores. Em contrapartida, pessoas que contam suas trajetórias de forma confusa, indo e vindo na linha do tempo, tendem a gerar desinteresse no ouvinte. Em geral, o empregador ou recrutador tende a concluir que, se a pessoa não consegue relatar a própria carreira com clareza, ela terá alguma dificuldade para relatar fatos sobre, por exemplo, projetos que estejam sob sua responsabilidade no dia a dia da empresa. Minha recomendação é que, antes de ir para a entrevista, o profissional treine um discurso para apresentar a própria carreira. Aqui, não falo sobre ter um texto decorado em mente. Refiro-me a pensar em uma forma coerente de contar o histórico profissional, tendo certeza de que a mensagem principal foi transmitida, sem exagerar na quantidade de detalhes, mas sem deixar de lado dados importantes sobre as realizações profissionais.

Boa comunicação

Muitas situações, das mais simples às mais complexas, podem ser resolvidas com uma boa conversa. Isso faz com que, hoje, a comunicação seja a chave das relações e conexões, inclusive na entrevista de emprego. Aqui, refiro-me não só à comunicação verbal estruturada e lógica, como mencionado no tópico anterior. É fundamental, também, ter um bom vocabulário, que não precisa ter palavras difíceis, mas precisa ter como base o bom senso. Isso quer dizer, inclusive, evitar gírias, palavras de baixo calão ou excesso de informalidade. Vale, porém, ter mais atenção à boa dicção e à boa energia transmitida durante a conversa. Às pessoas que têm dificuldade de improvisar ou são muito tímidas, eu sugiro treino de comunicação no dia a dia.

Educação e cordialidade

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Pessoas educadas sempre vão ter espaço no mundo corporativo. Talvez você ache meio óbvio esse tópico, mas existem candidatos sendo grossos na forma de se comunicar com empregadores e recrutadores durante os processos seletivos. Acredito que fazem isso de forma inconsciente, mas é bom prestar atenção a esse ponto. Lembro que pontualidade também faz parte do perfil de uma pessoa educada. Outro ponto está relacionado a pedir feedback sobre a entrevista imediatamente após o término da conversa. O headhunter com certeza irá acolher e responder, pois gostará de ajudar, mas no caso do gestor contratante da vaga, nem sempre será assim. O ideal é dar tempo para o gestor ou o recrutador processar melhor as impressões. Além disso, essa abordagem pode fazer com que o outro se sinta desconfortável.

Ética

Nunca é demais lembrar o quanto pode ser mal visto falar mal de antigos empregadores ou de pessoas que trabalharam com você. Alguns candidatos a vagas apresentam nas entrevistas um discurso muito negativo sobre experiências anteriores, ex-gestores e pares, enquanto muitos dos potenciais empregadores estão em busca de pessoas positivas para ter ao lado, que tenham um discurso agradável e polido. Recentemente, vi profissionais muito bons em suas trajetórias de carreira perderem pontos por criticarem muito empresas e gestores anteriores. Se for necessário dizer algo negativo para justificar o motivo de uma saída, por exemplo, é sempre válido pensar em uma forma elegante de mencionar o fato, sem mentir, mas sem prejudicar a imagem de alguém que não está ali para se defender ou apresentar a própria versão dos fatos.

Identificação com a cultura da empresa

Sempre aconselho os profissionais a procurar entender quais são os valores e a cultura da empresa na qual desejam ingressar e, então, fazer um exercício para avaliar quais desses fatores convergem com a sua própria forma de ser. Essas informações, inclusive, são muito úteis no momento da entrevista. Com elas o candidato pode apresentar exemplos de situações vivenciadas que possam gerar conexão com os valores da empresa. Isso sempre ajuda a gerar boa impressão no processo seletivo.

Escuta ativa

Já vi algumas pessoas ingressarem em uma entrevista de emprego tão nervosas que, simplesmente, não conseguem ouvir com clareza as perguntas e os comentários feitos pelo entrevistador. É bastante complicado um entrevistador perguntar A e a pessoa responder B ou, pior, ficar dando voltas no discurso sem responder o que foi questionado. Minha recomendação é: procure silenciar a mente para ouvir o que o recrutador tem a dizer, espere que ele termine o discurso antes de encaixar o seu e, em caso de dúvida, com educação e bom senso, peça para que ele repita a pergunta.

Sinceridade

Um recrutador experiente sabe diferenciar, a quilômetros de distância, um discurso genuíno daquele que é totalmente decorado. É, inclusive, o papel dele quebrar possíveis pontos de dissimulação durante a entrevista. O lema é: seja você mesmo, seja genuíno. Esse é o melhor dos caminhos sempre. Então, prepare-se, estude seu currículo, a oportunidade e a empresa, eleja com calma quais são os pontos-chaves que devem ser destacados na sua trajetória profissional e elabore discursos espontâneos e leves. Fuja de discursos muito decorados para não transmitir a imagem de uma pessoa artificial e pouco contagiante.

Honestidade

Algumas pessoas já passaram por situações desagradáveis de demissões ou projetos que não foram bem-sucedidos e está tudo bem. Isso também faz parte do processo de evolução e aprendizagem. O problema é que, por diversas razões, algumas pessoas não conseguem falar sobre esses temas sem demonstrar desconforto ou ressentimento e, por essa razão, tomam a iniciativa de mudar de assunto quando o tema é abordado, transmitindo sensação de insegurança ao entrevistador. Aqui, a dica é: previamente, estruture um discurso educado que apresente a sua versão da situação e quais foram os seus aprendizados com ela. Independentemente da pergunta, a verdade é sempre a melhor resposta. Outro ponto que muitas pessoas se sentem desconfortáveis de falar é com relação à proficiência em idiomas. Nesse quesito também não vale a pena mentir, porque o entrevistador pode checar a veracidade da informação em um simples bate-papo, sem aviso prévio.

Espero que esses pontos possam te ajudar a refletir e se preparar para o próximo processo seletivo. De uma maneira geral, durante as conversas do processo, confie que quem está do outro lado da mesa ou da tela, é uma pessoa que quer fechar a vaga e tem tanto interesse quanto você de que o recrutamento seja eficiente e positivo.

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