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Liderança

Os caminhos para a liderança estratégica

O RH ganhou ainda mais evidência durante a pandemia e agora é a hora de tornar a área realmente conectada ao negócio. Aprenda como fazer isso

por Caroline Marino Atualizado em 15 jun 2021, 12h26 - Publicado em
18 jun 2021
07h00

Esta reportagem faz parte da edição 74 (junho/julho) de VOCÊ RH

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ão é de hoje que consultores e gurus de administração debatem a importância da mudança de postura da operacional à estratégica dos líderes de RH. O tema já foi discutido algumas vezes por causa das constantes mudanças no mundo do trabalho: do aumento das pressões de custos e das inúmeras tecnologias que surgem todos os dias e mudam processos e formas de trabalhar às novas expectativas dos profissionais, que buscam formas mais ágeis de atuar e empresas com mais propósito e liberdade. Ainda em 2018, a consultoria global de gestão Gartner já mostrava que 60% dos CEOs estavam repensando a função do RH, com a expectativa de contar com um profissional mais estratégico e capaz de gerar valor em todas as esferas da companhia.

Em 2020, com a chegada da pandemia de covid-19, a maior crise sanitária e humanitária dos últimos tempos, o tema voltou a ser discutido. Afinal, um dos profissionais mais demandados foi o de recursos humanos, principalmente por cuidar do elo mais fraco deste mundo pandêmico: as pessoas. “A covid-19 tem impacto direto na força de trabalho, e isso aumentou a importância das funções de RH. Mas para isso é preciso, primeiro, olhar os empregados como pessoas e, assim, alinhar a gestão do capital humano à estratégia”, diz Mark Whittle, vice-presidente de HR research & advisory da Gartner.

  • Não à toa, uma pesquisa feita pela consultoria mostra que 89% das funções de RH foram reestruturadas nos últimos anos, estão em reestruturação ou em planejamento para ser reestruturadas nos próximos dois anos. Os dados mostram, por exemplo, que 44% das companhias já têm ou pretendem ter o cargo de HR COO (diretor de operações de recursos humanos), responsável por gerenciar todas as operações e transações da área, e um HRBP (business partner de RH), com foco na operação e no dia a dia do negócio.

    De acordo com Mark, o líder estratégico não deve ter responsabilidades operacionais, possui amplo conhecimento da empresa e da gestão de talentos, e entende questões como a estrutura de custos e as métricas e KPIs que vão impactar o bônus anual dos executivos. Além disso, sabe usar os dados para informar, entender e convencer sobre os problemas, e tem habilidades de parceria, influência e colaboração. 

    “Já falo isso há anos, mas é hora de a área assumir a cadeira de copiloto do CEO, que por muito tempo foi ocupada pelo diretor financeiro, e auxiliar nas decisões estratégicas”, diz Luiz Carlos Cabrera, professor na FGV Eaesp e fundador da consultoria L.Cabrera. Segundo ele, o RH ganhou protagonismo na pandemia e só há um caminho para iniciar essa jornada: a atuação ao lado do presidente. “Não há nenhum caso de diretor de RH de sucesso que não tenha uma excelente parceria com o CEO”, afirma Cabrera.

    Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 74 (junho/julho) de VOCÊ RH. Para ler o texto completo, compre a edição 74 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

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