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Empresa deixa os funcionários experimentarem três modelos de trabalho

Até março de 2022, a CI&T deixará os trabalhadores experimentarem os modelos remoto, híbrido e presencial antes de decidirem qual preferem adotar

Por Letícia Furlan Atualizado em 28 set 2021, 12h03 - Publicado em 2 out 2021, 07h00

Atualmente, cerca de 40% da população adulta brasileira já está completamente vacinada contra a covid-19. A ampla oferta de imunizantes para a população com 18 anos ou mais faz surgir questionamentos sobre a volta ao trabalho presencial, que foi interrompido por causa da pandemia ainda no início de 2020. O modelo remoto de fato levou um empurrãozinho da pandemia para se tornar mais comum, mas há quem acredite que ele veio para ficar apesar do mundo voltando à normalidade.

A CI&T, multinacional brasileira de tecnologia, por exemplo, anunciou a implementação de um centro de experiência híbrida como forma de se preparar para o retorno dos funcionários aos escritórios da companhia ainda este ano. Na empresa, cada um dos 4 mil trabalhadores poderá escolher o modelo com o qual se adequa melhor: totalmente remoto, híbrido ou totalmente presencial.

Até março de 2022 todos os funcionários devem ter experimentado as três opções. Aqueles que optarem pelo formato presencial terão mesas fixas. Os que escolherem o formato híbrido terão mesas sob reserva e receberão uma ajuda de custo para o home office, assim como aqueles que decidirem por permanecer em trabalho remoto com idas esporádicas ao escritório.

Começo incerto

A CI&T adotou o modelo remoto em março de 2020, no estopim da pandemia da covid-19 no Brasil, momento em que ainda havia uma grande incerteza sobre o futuro. Na ocasião, a maior preocupação era, para além da proteção dos trabalhadores, com os clientes que a empresa atende.

O período difícil e inesperado fez com que todos aprendessem sobre colaboração digital e resiliência. Após vários meses de trabalho remoto, os gestores e as equipes descobriram que essa era uma opção viável mesmo fora da pandemia. “A gente já tinha uma intenção de cada vez mais flexibilizar, na perspectiva das pessoas conciliarem o trabalho com a vida pessoal”, afirma a líder de pessoas Carla Borges, que explica que toda a decisão da empresa é pautada na liberdade de escolha dos funcionários. “De início, fizemos uma pesquisa interna rápida para entender um pouco a percepção deles, e  deparamos com as pessoas questionando se, mesmo após a pandemia, poderiam continuar no remoto, porque o trabalho era plenamente possível também neste modelo”, explica.

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No começo, Carla imaginava que o modelo remoto duraria cerca de três meses e que a volta seria muito mais rápida, mas não foi o que aconteceu. Após mais de um ano e meio, a empresa conseguiu finalmente pensar em voltar gradualmente ao presencial.

Poder de escolha

A empresa continuou se baseando em uma filosofia que já possuía antes da pandemia: a do poder de escolha dos funcionários. “Somos muito centrados no endoísmo. Quando vimos que aquilo poderia ser um diferencial para as nossas pessoas, foi a chave. Não tivemos nenhuma perspectiva de custos envolvido na decisão”, explica Carla.

Através de várias pesquisas, a CI&T percebeu que também havia uma parcela significativa dos empregados que queriam permanecer nos escritórios, por isso mantiveram essa possibilidade. “A gente já vinha falando do poder de escolha à medida que discutimos a jornada, mas, nesse momento, isso ficou tão forte que passou a ser um dos nossos pilares”, completa Carla.

Para chegar à criação do centro de experiência híbrida, a empresa realizou diversos estudos. De acordo com dados de uma última pesquisa feita pela CI&T, cerca de 20% dos trabalhadores irão optar pelo trabalho totalmente presencial. O restante se dividiu entre o trabalho híbrido e o remoto. Além dos estudos, Carla ressalta a comunicação como chave para que todo este processo tenha sido o melhor possível. Em todas as etapas, houve uma troca clara de informação entre companhia e funcionários.

Apesar da chegada da vacina e dos diversos estudos, ainda não existem certezas sobre o futuro, mas as expectativas são positivas. “A gente não tem todas as respostas, é algo que ainda não conhecemos, por isso a experimentação para encontrar um meio termo entre os desejos das pessoas e o que o mundo corporativo demanda”, diz Carla.

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