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Economia de tempo e de dinheiro faz candidatos desejarem seleção online

Levantamento mostra que 46% dos profissionais preferem processo seletivo totalmente digital e 45% querem que alguma fase seja remota

Por Hanna Oliveira Atualizado em 15 abr 2021, 09h55 - Publicado em 15 abr 2021, 08h00

Uma pesquisa feita pela consultoria Mindsight revela que 46% dos candidatos que participaram de processos seletivos em janeiro de 2021 no Brasil preferem processos seletivos totalmente digitais. Outros 45% gostam mais de processos seletivos que intercalem fases remotas e presenciais. Apenas 9% mostraram preferência por processos completamente presenciais.A pesquisa foi realizada em janeiro de 2021 e contou com a participação de mais de 6.000 entrevistados de um recorte de 35.000 que participaram de algum processo seletivo naquele mês.

  • Economia de tempo 

    Para Thaylan Toth, CEO da Mindsight, os profissionais estão preferindo o recrutamento online porque, assim, têm mais controle sobre suas agendas. “Os candidatos valorizam as vagas virtuais e a economia de tempo. Se a pessoa está se candidatando para várias vagas é uma vantagem de precisar se deslocar para uma entrevista ou dinâmica, isso otimiza o tempo”.

    Trabalho híbrido como herança da pandemia

    O levantamento também analisou o estilo de trabalho favorito das pessoas, revelando que 40% preferem um modelo de trabalho híbrido que mescle home office e trabalho presencial. Se somarmos esse número aos que preferem o trabalho completamente remoto, chegamos a 52% dos respondentes que querem ter uma parte ou a jornada completa de casa. 

    Mas o número de pessoas que querem um trabalho presencial ainda é grande: 47%. Thaylan destaca duas possibilidades para esse resultado. A primeira, é de que ainda há certa desconfiança com o teletrabalho. “Dado que cada vez mais as gerações que ocupam o mercado são nativas digitais, essa parcela de desconfiados tende a diminuir drasticamente com o tempo”, diz o CEO da Mindsight.

    A segunda possibilidade é o número refletir a opinião de profissionais com atuações que possuem menos chances de digitalização. “São pessoas que acabam ocupando posições mais operacionais nas empresas. Nesse caso, a companhia precisa ter uma visão clara do seu público-alvo para entender o que é possível e o que não é”, afirma Thaylan.

    Olho no olho ainda tem vez?

    Para o executivo, usar apenas algoritmos para seleção de candidatos não é o melhor caminho. A conversa individual é indispensável para uma boa contratação – mas isso não precisa, necessariamente, ser presencial.”Vemos mais vantagens na entrevista online, pela economia de tempo e de custos de deslocamento. Com a digitalização da gestão de pessoas e a necessidade de cada vez mais agilidade para acompanhar as mudanças do mercado, acreditamos que a seleção digital veio para ficar”, finaliza.

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