Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Um ano de home office: para 69% dos funcionários o bem-estar aumentou

Pesquisa da Citrix revela que as pessoas querem o modelo híbrido de trabalho. Para Luis Banhara, CEO da empresa, o RH deve protagonizar essa mudança

Por Elisa Tozzi Atualizado em 9 jun 2021, 15h30 - Publicado em 8 abr 2021, 08h00

O home office deixou de ser tabu em muitas empresas que tiveram que correr para se adaptar ao trabalho remoto para enfrentar a crise da covid-19. Mas depois de um ano de home office, como os trabalhadores estão se sentindo? Foi para responder a essa pergunta que a Citrix, que desenvolve tecnologia de espaço de trabalho digital, conduziu uma pesquisa em parceria com a OnePoll em cinco países da América Latina, incluindo o Brasil.

Os resultados mostram que os trabalhadores parecem felizes em realizar as atividades profissionais de casa: 69% dizem que o bem-estar físico aumentou e 64% afirmam que o bem-estar mental cresceu. Além disso, 67% dos entrevistados se sentem apoiados pelas empresas e 58% pelo RH.

“Fizemos essa pesquisa do ponto de vista dos profissionais, preocupados em entender quem movimenta as empresas”, diz Luis Banhara, diretor geral da Citrix no Brasil. Leia a entrevista completa com o executivo a seguir.

No ano passado, outro estudo da Citrix dizia que apenas 32% das empresas brasileiras permitia o home office. Depois de mais de um ano de pandemia, o que mudou?

Havia empresas preparadas que se movimentaram mais na direção do trabalho remoto. Outras resistiram até serem forçadas a adotar o trabalho remoto e estavam contando os dias para poder voltar. O que percebemos é uma mudança cultural muito grande, com foco e preocupação nas pessoas. O que era mais um componente nesse quebra cabeça ganhou um papel mais importante, até do ponto de vista cultural. E a gente olha e pensa: será que a cultura da empresa é formada pelo café, pelas reuniões, pela presença  constante da liderança? Tem um pouco de cada componente, mas a cultura foi reformulada nessa pandemia.

Quais são as principais mensagens da pesquisa?

O bem-estar tem peso forte do ponto de vista do funcionário. Mas esse trabalhador tem algumas questões: quem está preocupado em medir se está trabalhando demais ou de menos? Se está estressado ou não? Por isso o apoio da empresa olhando o bem-estar físico e mental passou a ser muito valorizado. Os trabalhadores olham e dizem que é bacana essa história da tecnologia, mas preciso de apoio da empresa para o meu bem-estar.  E o modelo híbrido de trabalho entra com força: 69% das pessoas preferem, é um número grande. Isso é importante e contrasta muito com o que vimos anos atrás. Pessoas estão até cogitando ganhar menos para ter a possibilidade de trabalhar hibridamente: 1/3 dos entrevistados estão dispostos a ganhar 10% menos para ter isso.

Então o escritório deve continuar a existir?

A resposta não está nos extremos, porque 73% do público brasileiro acredita que o escritório tradicional tem seu papel para atividades específicas, como receber clientes, fazer um showroom e reunir as pessoas. Estamos ouvindo muita gente falar em deixar de locar as lajes corporativas, mas não é bem assim. Temos que repensar a arquitetura: há o surgimento de espaços mais colaborativos, de áreas em que não existe mais a mesa tradicional com desktop físico, de espaços de mobilidade, com sofás, quadro ou monitores. A tecnologia está entrando não só para viabilizar o trabalho remoto, mas também na criação do novo ambiente.

Continua após a publicidade

Duas questões vieram à tona com a pandemia e o home office: a cultura organizacional e a gestão à distância. O que já aprendemos sobre isso?

Mais da metade dos entrevistados acreditam que a cultura da empresa melhorou como resultado do trabalho remoto. Parece até algo contra intuitivo, cadê o cafezinho? As sessões de abraçar a árvore? A criação desse espaço de trabalho mais flexível e de horários mais flexíveis respondem pela formação dessa cultura. Ter uma política bem definida, na pesquisa, ajuda também e é apontada como positiva por 55% das pessoas.

E a pandemia desmistificou a questão de gestão à distância. Abre um espaço legal para a liderança: 69% dos entrevistados acreditam que a liderança tem papel direto na formação da cultura. Aquela liderança mais bem preparada e que esteve mais próxima do time conseguiu que a cultura  saísse mais fortalecida do processo.

Claro que temos que tomar cuidado aqui porque tem algumas coisas que são práticas, como o local do trabalho e o ruído, mas vejo esses números como a oportunidade de melhorar a cultura com ações simples, desde que os gestores estejam bem preparados. É preciso aumentar a visibilidade e, ter contatos mais frequentes para tentar capturar variações de humor e níveis de estresse. Quem fez isso conseguiu se aproximar e reforçar a cultura.

O estudo mostra que 67% dos entrevistados se sentem apoiados pela empresa, 60% pelo departamento de TI e 58% pela área de RH. Como você vê o comportamento do setor de gestão de pessoas nesse cenário?

Nós vimos mais protagonismo das áreas de negócios e não tanto do RH. Sinto que a área de gestão de pessoas ficou muito preocupada com o aspecto tático, como férias e ponto, do que com o estratégico. Tem que deixar o tático para trás e começar a ter mais protagonismo, o RH tem uma oportunidade grande de fazer isso agora, levando a questão cultural para um outro nível, por exemplo.

Falta trabalho conjunto entre TI e RH?

Sim. Para a área de RH não ficar na dependência da área de tecnologia, tem que ter mais autonomia e desafiar a própria área de TI. Quando existe muita dependência, o RH não consegue propor e a TI também não sai do nível tático, de fazer as coisas funcionarem e garantir segurança. Outra coisa é a mentalidade: é comum o RH dizer que uma tecnologia nova sempre tem que passar por TI antes de qualquer decisão, mas será que é isso mesmo? Não é papel do RH cuidar da experiência do funcionário para deixar a vida dele, como eu costumo dizer brincando, um pouco menos miserável? Se isso não acontecer, a empresa vai perder o funcionário porque tem outras companhias criando alternativas para isso.

Leia também:

Quer ter acesso a todos os conteúdos exclusivos de VOCÊ RH? É só clicar aqui para ser nosso assinante.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Continue no caminho para se tornar uma referência. Assine VC RH e continue lendo

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao Site da VOCÊ RH, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Cobertura de cursos e vagas para desenvolvimento pessoal e profissional.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VOCÊ RH! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da VOCÊ RH, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Pautas fundamentais para as lideranças de RH.

Cobertura de cursos e vagas para desenvolvimento pessoal e profissional.

Receba todo bimestre a VOCÊ RH impressa mais acesso imediato às edições digitais no App VOCÊ RH, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês