Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Recrutamento humanizado: como ter mais empatia nos processos seletivos?

De acordo com pesquisa do InfoJobs, 63% dos profissionais de RH dizem conduzir seleções humanizadas. Entenda como fazer isso na prática

Por Elisa Tozzi Atualizado em 6 ago 2021, 14h32 - Publicado em 6 ago 2021, 07h00

O momento da seleção é delicado para os dois lados: candidatos se preparam (e se empenham) para conquistar a vaga dos sonhos e recrutadores se esforçam para encontrar as pessoas que têm mais potencial para dar certo na empresa. Por ter tantas expectativas, o recrutamento sempre causa ansiedade. E uma das maneiras de tornar o processo mais tranquilo é adotar a um olhar mais humano – e isso já é feito por 63% dos profissionais de RH, segundo uma pesquisa feita pelo InfoJobs. E 93% dos entrevistados também acreditam que podem ser empáticos nesse momento.

Mas como adotar isso na prática? Na entrevista abaixo, Ana Paula Prado, country manager do InfoJobs, traz algumas sugestões – e dar feedback, mesmo negativo, é uma das mais importantes.

Quais são os comportamentos empáticos que os recrutadores devem adotar?

Quando falamos de recrutamento humanizado é importante pensar sempre no bem-estar dos candidatos, ou seja, numa postura amigável, simpática e acolhedora. A ideia é deixar o candidato confortável durante o processo seletivo e compreender suas dificuldades para que ele possa expressar suas habilidades e potencial.

Ser empático é lembrar também de fornecer o feedback. Isso reforça o quanto a empresa se preocupa com cada indivíduo e mostra que compreende que recrutar é lidar com expectativas. Em pesquisa feita pelo InfoJobs, 43,8% dos entrevistados dizem que a falta de feedback é o principal fator negativo durante o recrutamento.

Nessa mesma pesquisa, muitos profissionais apontaram que não gostam de processos muito longos, por isso, o recrutador precisa revisar as etapas do processo seletivo, para que seja apresentado ou proposto ao candidato o que realmente será lido e verificado, de forma estratégica.

O recrutamento humanizado é sobre se colocar no lugar do outro, pensando também em linguagem de gênero ou neutra. É legal que o recrutador pergunte como o candidato deseja ser tratado durante a entrevista.

Continua após a publicidade
  • Quais atitudes normalmente assustam os candidatos?

    Uma postura invasiva ou intimidadora por parte do recrutador é um exemplo oposto do que propõe o recrutamento humanizado, assim como fazer perguntas de cunho exclusivamente pessoal. É um mito a prerrogativa de que uma boa entrevista precisa ser intimidadora, muito pelo contrário.

    Antes mesmo de conhecer os profissionais algumas ações devem ser pensadas com foco na experiência dos candidatos. O anúncio da vaga deve ser completo, com todas as informações sobre a posição e a empresa. Quando isso não acontece pode gerar frustração e até dúvidas em um candidato que vai evoluindo dentro de um processo sem as principais informações.

    Já na entrevista, o simples fato de não olhar nos olhos, ou não conhecer previamente o candidato por meio do seu currículo também pode deixar o profissional desconfortável. Além disso, dar ênfase a informações como “o quanto a rotina da empresa é exaustiva” ou o “quanto a vaga exige do candidato”, pode soar como intimidação e até uma descrença da capacidade do profissional.

    Quais são as vantagens de um recrutamento com empatia para as empresas?

    Um recrutamento com empatia tende a pensar e refletir na jornada daquele candidato, a transparência do processo tem impacto positivo, pois isso atrai candidatos que já estão dentro do perfil da empresa, o que diminui a evasão do processo. Além disso, esse estilo de recrutamento mostra um lado mais humano da empresa e o quanto ela se preocupa com as pessoas. Sem dúvida isso reflete na marca empregadora.

    Um candidato que é bem tratado durante o processo seletivo alimenta o desejo de ingressar na companhia, e mesmo não aprovado pode vir a se candidatar para outros processos na mesma empresa.

     

    Quer ter acesso a todos os conteúdos exclusivos de VOCÊ RH? É só clicar aqui para ser nosso assinante.

    Continua após a publicidade
    Publicidade