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90% dos colaboradores esperam soluções financeiras das empresas

De olho nos altos índices de inadimplência no país, empregadores buscam formas de ajudar seus funcionários. Conheça a história da Stefanini

Por Vanessa Daraya, de Abril Branded Content Atualizado em 15 dez 2020, 10h06 - Publicado em 19 nov 2019, 17h30

As companhias estão cada vez mais interessadas na saúde financeira dos seus colaboradores, e não é à toa. De acordo com uma pesquisa realizada recentemente pelo ADP Research Institute com 7 000 pessoas em 13 países, cerca de 90% dos funcionários preferem trabalhar para uma empresa que se preocupa com as suas finanças. No Brasil, a iniciativa é ainda mais importante, já que mais de 40% da população adulta está inadimplente, segundo informações divulgadas pelo Serasa Experian.

Veja o caso da multinacional brasileira Stefanini, que atualmente tem 13 500 empregados. Atenta aos pedidos dos colaboradores por empréstimos, a empresa começou a oferecer crédito consignado há cinco anos. “Mais do que nunca, temos ciência de que a vida pessoal do funcionário influencia o lado profissional. Cabe a nós identificar as maiores dificuldades de cada um e dar as soluções”, explica Paulo Guimarães, coordenador do departamento de recursos humanos da empresa.

Nessa modalidade, o profissional pode colocar seu salário como garantia para conseguir condições melhores e prazos maiores para pagar suas dívidas. Dessa forma, ele pode arcar com as contas sem antecipar férias, 13º ou pedir adiantamento salarial.

“Vimos a necessidade de procurar formas para que o funcionário se endivide o mínimo possível e garantir que ele pague menos juros, uma vez que as taxas de mercado são mais elevadas em outras modalidades, como cheque especial e cartão de crédito”, afirma Guimarães. Desde que o benefício começou a ser oferecido, 20% do quadro de funcionários já solicitou um empréstimo consignado, o que mostra o potencial da modalidade para a saúde financeira dos profissionais.

Outro ponto crucial na busca de mais soluções financeiras para seus profissionais foi a parceria com a Creditas, principal plataforma de empréstimo com garantia do país. Isso porque a empresa sempre preza por oferecer as melhores condições financeiras para seus colaboradores. E, nessa procura, encontrou na fintech um serviço diferenciado e atendimento personalizado.

No mercado desde 2016, a fintech oferece uma opção sem custo para o colaborador e garante que as parcelas se adaptem a seu orçamento mensal. Elas nunca ultrapassam 30% do salário para que ele possa equilibrar suas finanças e evitar contrair novas dívidas. “O atendimento também é uma vantagem, pois visa responder a todos os nossos funcionários por diversos canais, seja por telefone, e-mail ou WhatsApp”, explica Guimarães.

Outro ponto positivo é que, além de evitar que o colaborador contraia dívidas com juros altos, como no cheque especial ou no cartão de crédito, o crédito consignado da Creditas permite que o profissional troque dívidas caras por dívidas baratas. Com juros baixos, é possível tomar um empréstimo para quitar financiamentos de taxas altas e ficar com apenas uma dívida que cabe no orçamento.

“Cerca de 40% dos nossos funcionários que tomam empréstimo consignado fazem isso com o objetivo de quitar um bem ou outro empréstimo que tem uma taxa mais alta”, explica.

Assim, além de a empresa ajudar o colaborador a ter uma saúde financeira mais equilibrada, ela também pode aumentar os níveis de produtividade e aprimorar a gestão de talentos do negócio. “Com taxas de juros mais baixas e, consequentemente, um menor endividamento do funcionário, tendemos a reter mais profissionais na nossa empresa”, diz Guimarães. 

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De olho na saúde financeira

Além da Stefanini, outros players do mercado já avaliam os impactos da inadimplência na produtividade dos colaboradores. “As companhias já perceberam que funcionários endividados e inadimplentes têm o desempenho, a produtividade e o comportamento impactados por essa situação. Então, muitas já entenderam a importância de estar atenta à saúde financeira deles”, afirma Patricia Palomo, economista e diretora de investimentos.

Mas, para identificar o problema, é preciso acompanhar de perto o “caixa” dos colaboradores. Para Mariane Guerra, vice-presidente de recursos humanos da ADP para a América Latina, existem alguns sinais fáceis de perceber. “O endividamento pode causar problemas como ansiedade, hostilidade e até depressão”, explica.

Patricia concorda: “Quanto mais endividado, maior o desconforto do inadimplente, que experimenta sentimentos ruins, como irritação, infelicidade, queda na autoestima e outros fatores que impactam a produtividade no trabalho, como insônia, nervosismo e aumento da agressividade, chegando, em alguns casos, a ocorrerem agressões verbais e físicas”, justifica. 

Para Mariane, da ADP, esse quadro pode gerar diversos impactos na vida profissional e, consequentemente, para a empresa, tais como aumento da sinistralidade do seguro saúde, queda na produtividade, impacto negativo no engajamento, na motivação e até mesmo no clima da equipe. “Todas essas consequências se traduzem em custos diretos ou indiretos para a organização. Muitas vezes, eles não estão evidentes quando analisados separadamente. Mas, quando somados, podem ter um valor financeiro relevante”, explica.

“É por isso que benefícios que apoiem o colaborador a sanar seus problemas de endividamento certamente são uma tendência”, completa Mariane. Prova disso é que 96% dos profissionais de RH acreditam que os colaboradores com mais dificuldades em administrar suas próprias finanças são menos produtivos – sendo que metade deles já realizou ações voltadas à educação financeira e viu resultados. É o que revela uma pesquisa feita pela Unicamp em parceria com o Instituto Axxus para a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Patricia conta que percebeu uma busca maior das áreas responsáveis pela gestão de pessoas por formas de benefícios que auxiliem os colaboradores a tomarem decisões financeiras melhores. E o crédito consignado é uma opção. 

“Pode ser uma forma de auxiliar no processo de voltar ao equilíbrio financeiro do funcionário inadimplente. A possibilidade de trocar uma dívida mais cara e descontrolada por um crédito consignado com taxas mais saudáveis e dentro de um planejamento financeiro sustentável pode fazer muita diferença para que o profissional consiga sair dessa difícil situação”, explica.

Ela destaca também outras soluções que podem ajudar. Muitas companhias procuram e divulgam fontes de informações isentas, dão treinamentos e workshops com especialistas para trazer conceitos como educação financeira e planejamento para reduzir os casos de desorganização do orçamento e a inadimplência no quadro de funcionários. É o caso da Stefanini, que, além de oferecer o crédito consignado como solução, organiza palestras, treinamentos e materiais de apoio sobre educação financeira para as equipes. “Algumas empresas contratam até consultoria especializada para acompanhar os casos mais comprometidos e que já requerem ajuda profissional para serem resolvidos”, finaliza Patricia.

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