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Qual o comportamento ideal do recrutador em uma entrevista?

A função do recrutador é casar as necessidades da empresa contratante com os objetivos e experiências dos candidatos. O que fazer e não fazer na hora da escolha?

Por Camila Devechi* Atualizado em 5 dez 2020, 19h14 - Publicado em 11 jul 2016, 12h29

Recentemente publiquei um artigo sobre como se comportar em uma entrevista de emprego e um candidato me perguntou sobre o comportamento de um recrutador dentro de uma sala de entrevista. Nunca havia pensado sobre o assunto e confesso que me interessei pelo tema, visto que, não só esse candidato, mas muitos profissionais também podem ter a mesma dúvida e curiosidade sobre contratações e como recrutar um bom profissional.

Seguem perguntas realizadas pelo profissional:

– Qual o comportamento ideal do recrutador em uma entrevista?

– O que pode ou não pode fazer?

– O que pode ou não perguntar?

O recrutador tem a função de casar as necessidades da empresa contratante com os objetivos profissionais e experiências dos candidatos (tanto tecnicamente quanto do ponto de vista comportamental). Quando um candidato é abordado profissionalmente (esteja ele empregado ou disponível no mercado de trabalho) para uma entrevista, o objetivo é sempre abrir um canal de comunicação. Dessa forma, é importante que o recrutador siga algumas premissas básicas.

O que recrutador pode e deve fazer:

– Deixar o candidato à vontade para que a conversa flua naturalmente! Costumo apresentar a Robert Half primeiramente e me apresentar, até para que o candidato me conheça melhor e fique mais confortável ao falar de suas próprias experiências.

– Criar empatia com o candidato, manter uma energia agradável durante a entrevista.

– Abordar as experiências profissionais. Geralmente, isso é feito em ordem cronológica para que possamos entender a trajetória profissional do candidato, passagens, estrutura da organização em que atua ou trabalhou, números, fatos, dados, clientes e os motivos de saída! Os motivos de saída são essenciais para entendermos o que faz o profissional mudar de empresa e os objetivos de vida dos candidatos.

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– Detalhar a trajetória profissional e muitas vezes da vida pessoal, mas com o objetivo de conhecer melhor o candidato e apresentar posições compatíveis com o momento de vida, objetivos pessoais e reais interesses. 

– Questionar sobre restrições quanto à localização, ao segmento, ao tamanho de empresa e cargo a ser ocupado.

Também faz parte do escopo do recrutador dar feedbacks tanto positivos, quanto negativos após um processo seletivo. Reconheço que em alguns momentos o processo falha, mas ele precisa acontecer. Devemos e temos a obrigação de dar um retorno aos profissionais, visto o tempo e a disponibilidade dos candidatos em participar de processos seletivos.

O que headhunter não pode e não deve fazer:

– Ofender, constranger e/ou ser rude com o candidato que muitas vezes necessita de um apoio.

– Perguntar sobre idade e preferência sexual 

– Fazer questionamentos preconceituosos 

– Demonstrar ar de superioridade, arrogância ou descaso com o candidato. Pelo contrário! Um excelente recrutador mantem relacionamento com seus candidatos e acompanha todas as fases de sua vida profissional.  O relacionamento é extremamente positivo para o headhunter, pois por meio dele recebemos indicações, troca de informações, atualizações, referências profissionais de candidato, etc.

– Limitar o contato com o candidato apenas durante a entrevista. O relacionamento deve ser de longo prazo e o nosso desafio diário está em manter o contato e dar a atenção devida aos profissionais.

Caso você perceba qualquer comportamento abusivo por parte do recrutador, não hesite em relatar. A empresa precisa saber desses casos para poder corrigir o problema. Cada recrutador tem o seu perfil, uns mais extrovertidos, outros mais reservados, mas o mais importante de tudo, é que lidamos com pessoas que possuem expectativas, sonhos e necessidades. Por isso, devemos tratar os candidatos da melhor forma como gostaríamos de ser tratados, com respeito, educação e profissionalismo.

* Este artigo é de autoria de Camila Devechi, consultora de recrutamento da Robert Half, e não representa necessariamente a opinião de revista

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