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Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Entrevista de emprego: o que fazer se você é tímido?

Fingir ser quem você não é pode virar um problema futuro. Conheça 10 dicas de como se comportar na entrevista de emprego sem esconder a sua personalidade

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 12 mar 2021, 13h26 - Publicado em 12 mar 2021, 12h36

Pessoas tímidas me perguntam sobre como serem mais expansivas nas entrevistas de emprego, enquanto alguns candidatos mais expansivos se preocupam em ser mais contidos. Não dá para negar que o aspecto comportamental é bastante importante na fase de entrevistas. Em muitos casos, ele é um fator decisivo no preenchimento da vaga.

Mesmo sabendo disso, recomendo que os profissionais sejam eles mesmos. Só assim terão mais chances de ingressar em uma empresa que tenha mais a ver com o seu perfil. Porém não custa ter 10 cuidados básicos:

1. Entenda a pergunta e responda objetivamente

Evite ser aquela pessoa que ao ser questionada responde por muitos minutos algo não relacionado à pergunta. Além disso, um candidato com respostas confusas não costuma ser bem visto. Aqui, vale uma dica: não fique indo e voltando nas explicações ou mudando de assunto. Defina uma linha cronológica e lógica durante as explicações ou narrativas, obviamente focando em dar mais detalhes da experiência mais recente para não ser cansativo. Só quebre essa regra quando uma experiência antiga tiver alguma afinidade com a vaga em questão.

2. Contribua para o clima agradável da conversa

Em geral, os recrutadores se incomodam bastante diante de candidatos com pensamentos pessimistas ou que falam mal de antigos empregadores, gestores ou pares de trabalho. É um perfil que os entrevistadores evitam de levar para dentro das empresas.

3. Expresse-se, respeitando o seu perfil

Se o candidato não souber contar sobre sua carreira, seu perfil ou suas experiências, geralmente, não consegue transmitir segurança ao gestor. Como consequência, é eliminado do processo. Ter essa habilidade não tem nada a ver com timidez e sim com a capacidade de se comunicar. Já vi muitas pessoas tímidas se expressarem muito bem contando o que já fizeram. Uma dica: treine o discurso com pessoas próximas para ter certeza de que o discurso está claro. Na preparação para a entrevista vale anotar em um papel os principais tópicos e projetos para não esquecer os pontos mais importantes e ter eles frescos na memória.

4. Respeite o outro

Alguém que interrompe o entrevistador o tempo todo, domina a conversa ou, de alguma forma falta, desrespeita quem esteja participando da conversa gera muito incômodo. Esses pontos, juntos ou isolados, podem levar à desclassificação do processo.

5. Seja pontual

Um candidato que se atrasa e deixa os entrevistadores esperando também tende a perder pontos e a oportunidade de encantar o entrevistador no início da entrevista.

6. Aja com naturalidade

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Às vezes, as pessoas chegam com um discurso muito padrão e isso dá um tom artificial à entrevista que não convence os entrevistadores. Não vá para uma entrevista com um discurso muito pronto, decorado. Se fizer isso, poderá se perder diante de qualquer pergunta do entrevistador que te tire do eixo principal de raciocínio. Nesses casos, o candidato tende a se colocar em uma situação desconfortável, com ímpetos de fazer de tudo para voltar desesperadamente para o script que programou.

7. Demonstre brilho nos olhos

As empresas querem pessoas motivadas, que gostem do que fazem e que querem ingressar na equipe para fazer acontecer. Se o candidato demonstrar que quer a oportunidade apenas pelo salário, para fugir da empresa atual ou resolver uma situação de desemprego, pode não ser contratado.

8. Conheça-se

Se você identifica que precisa mudar ou melhorar algo no seu perfil para conseguir ou manter uma vaga, busque o autoconhecimento. Vale fazer isso buscando feedbacks verdadeiros de pessoas que você confia ou fazendo testes comportamentais e de personalidade, por exemplo. Se identificar algo mais delicado, que precise de correção de rota, uma boa alternativa pode ser a busca por uma ajuda profissional, seja com terapeuta, psicólogo, mentor, coach ou mesmo um curso de neurolinguística.

9. Seja você mesmo

Não tente aparentar na entrevista algo diferente do que é no dia a dia. Talvez, com essa estratégia de modificar algo no seu perfil te ajudará a conquistar a vaga, mas será difícil você conseguir sustentar esse personagem diante de pessoas e situações, principalmente as mais desafiadoras e estressantes.

Considere, também, que um perfil adorado por uma empresa pode não agradar outras. Ainda que você estude a fundo a empresa, o entrevistador e a oportunidade, será difícil saber com certeza o que o empregador espera do perfil pessoal do candidato. Por isso o melhor caminho é sempre ser o mais verdadeiro e genuíno possível.

10. Acredite que há uma vaga adequada para você

Existem empresas para todos os perfis de pessoas. É comum, também, que cada departamento e função tenha características próprias que demandem determinadas habilidades comportamentais. Precisamos, porém, nos livrar dos estereótipos, como: profissionais de engenharia e finanças são racionais, lógicos e introspectivos; enquanto os de vendas são mais comunicativos e expansivos; e os de marketing são mais criativos e festeiros. Nada disso é regra. Hoje, há espaço para todos os tipos de pessoas em todos os departamentos. Essa pluralidade é, inclusive, muito saudável.

Ao mesmo tempo, existe a cultura macro da empresa que rege o todo, apesar das características de cada departamento. Temos companhias com culturas mais agressivas e competitivas e outras empresas mais tranquilas e focadas na harmonia dos departamentos. Nos processos seletivos também costuma-se levar em consideração o perfil do gestor e das equipes na escolha do melhor candidato.

As empresas estão retomando os processos de preenchimento de vagas, mas o mercado de trabalho ainda está difícil devido ao cenário econômico que vivemos. Ainda existem muitas pessoas em busca de uma oportunidade profissional e estamos bem longe de um cenário com um número mais equilibrado entre vagas abertas e candidatos disponíveis.

Com isso, sugiro que os candidatos não deixem de se preparar caso conquistem a atenção de algum empregador. Apoie-se em certificações, diplomas e experiências, mas não esqueça do aspecto comportamental. Afinal, nunca é demais lembrar que “as pessoas são contratadas pelo perfil técnico e demitidas pelo comportamento”.

Assinatura de Isis Borge
VOCÊ RH/Divulgação

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