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Estes são os cinco passos para criar bons cursos de educação à distância

Professora do IAG, a Escola de Negócios da PUC-Rio, explica quais são os pontos mais importantes para estruturar cursos online que tragam resultados

Por Elisa Tozzi Atualizado em 28 abr 2021, 08h58 - Publicado em 28 abr 2021, 08h00

A educação à distância já era uma tendência nos últimos anos, mas foi impulsionada com a pandemia da covid-19. Mas para que o aprendizado seja efetivo, é preciso seguir algumas premissas ao organizar os cursos online. Maria Isabel Guimarães, professora do IAG, a Escola de Negócios da PUC-Rio, e especialista em aprendizagem organizacional, explica quais são os cinco pontos mais importantes.

1. Os objetivos pedagógicos vêm antes da escolha de ferramentas

O que se pretende pedagogicamente deve definir a ferramenta que será utilizada – e não ao contrário. Se a ideia é manter nos programas à distância uma proposta de aprendizagem ativa, por exemplo, as ferramentas devem propiciar a interação entre as pessoas.

  • 2.  Integração com os desafios reais e as práticas da empresa

    Os programas não devem estar desvinculados dos desafios que a empresa enfrenta. Ao contrário: devem ter o propósito de gerar novas práticas que venham a resolver problemas reais da empresa. Isso, na verdade, independe se o programa é a distância ou presencial. É importante entender que um programa de educação executiva a distância pode ser, pela sua própria natureza, uma oportunidade significativa na construção de novas práticas e de um novo mindset que farão parte dessa nova cultura do trabalho remoto que todos vivenciamos.

    3. Busca de legitimidade e engajamento

    Ouvir as pessoas que participarão e, de preferência, chamá-las para a co-criação do programa – tanto na definição do conteúdo, quanto na escolha da metodologia e das ferramentas – ajuda a trazer legitimidade e engajamento. Fala-se muito em foco no cliente, mas isso é pouco praticado nas empresas internamente. Entender, por exemplo, quando os profissionais se dedicarão às ações do programa e por qual dispositivo (celular ou desktop, por exemplo), fará diferença na forma como o conteúdo será produzido e disponibilizado – e terá impacto no engajamento dos participantes.

    4. Gestão do tempo

    É necessário criar condições para as pessoas participarem das ações de aprendizagem – entendendo que, síncronas ou assíncronas, ações à distância, assim como as presenciais, requerem tempo de dedicação, e isso deve ser viabilizado.  Ainda mais em tempos de pandemia, quando as pessoas estão com sobrecarga de atividades. Em ações presenciais, com data marcada, é mais natural que o tempo seja “reservado” para que os profissionais se dediquem às ações do programa. No caso de ações a distância assíncronas, é fundamental trabalhar a gestão do tempo da equipe para que a participação de todos seja viabilizada.

    5. Diversidade e internacionalização de participantes, docentes, palestrantes

    É importante aproveitar a oportunidade para abrir as fronteiras e ampliar a diversidade – tanto dos participantes quanto dos professores, palestrantes e mentores. Em caso de empresas globais, vale propiciar a integração entre executivos de diferentes partes do mundo. O mesmo vale para empresas nacionais, que podem expandir a participação de pessoas de várias localidades. Há também mais possibilidade para a internacionalização do corpo docente. O ganho com a integração de diferentes culturas em um mesmo programa é incalculável.

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