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Trilhas de aprendizagem: o que são e como usar na educação corporativa

Dar autonomia para os alunos e criar conteúdos que vão além das aulas tradicionais são algumas das vantagens das trilhas de aprendizagem. Conheça outras

Por Redação 30 mar 2021, 12h43

A educação corporativa está passando por mudanças que se intensificaram ainda mais com a pandemia. Isso porque os treinamentos e cursos online ganharam ainda mais espaço e ampliaram o alcance das universidades corporativas. As empresas sabem que precisam treinar seus funcionários para que enfrentar o futuro do trabalho e, nesse sentido, ganha força o conceito de trilhas de aprendizagem.

O que são trilhas de aprendizagem?

Flora Alves, diretora de aprendizagem a consultoria SG – Aprendizagem Corporativa e idealizadora da metodologia Trahentem, explica que as trilhas nada mais são do que um alinhamento de expectativas educacionais em que os estudantes são colocados no centro. “A ideia da trilha de aprendizagem é combinar as necessidades da empresa com os objetivos e ambições dos colaboradores. O protagonista do processo é o profissional. Dessa forma, ele ganha autonomia para criar sua própria trilha de aprendizagem a partir de suas expectativas e necessidades.”

As trilhas podem – e devem – ser construídas por diferentes tipos de atividades, desde aulas tradicionais até seminários, workshops e jogos. O importante é que exista flexibilidade para o aluno escolher qual caminho quer trilhar até desenvolver aquela competência, já que as trilhas precisam estar baseadas na teoria das competências, na qual se estabelecem os conhecimentos teóricos e práticos necessários para aquele profissional.

“A pessoa pode adaptar a ferramenta ao seu perfil profissional. Além disso, é possível escolher formas de se desenvolver que façam mais sentido para suas aspirações de carreira e necessidades. Quer dizer, não existe um padrão preestabelecido para percorrer essa jornada pelo conhecimento”, diz Flora. 

  • Os dois modelos de trilha de aprendizagem

    De acordo com a especialista da SG, existem dois modelos básicos de trilhas para organizar os módulos de aprendizado: o linear e o agrupado.

    No modelo linear, os objetos de aprendizagem são inseridos em sequência. Ou seja, o aluno tem que concluir um módulo para iniciar o seguinte. Esse estilo de organização de conteúdo funciona melhor quando o assunto precisa de uma sequência determinada de conhecimentos para que seja completamente absorvido.

    No modelo agrupado, a ideia é criar módulos sem ordem definida que possam ser absorvidos de acordo com a vontade do estudante. Há mais autonomia nesse processo, pois o aluno escolhe a sequência de conteúdos e o que quer fazer primeiro. Além disso, a trilha só determina a quantidade mínima de conteúdo que deve ser cursado.

    Como fazer uma trilha de aprendizagem eficiente?

    A seguir, a especialista da SG traz dicas de como construir trilhas de aprendizagem eficientes para a sua empresa.

    1. Entenda quais são as necessidades da sua empresa

    Para isso, vale responder as seguintes perguntas: qual o problema da empresa vamos resolver? De que forma capacitar os funcionários vai ajudar a empresa a resolver o problema? Quais conhecimentos precisamos entregar aos empregados? Qual métrica vamos utilizar para saber que a trilha foi um sucesso?

    2. Defina se é melhor usar o modelo linear ou o agrupado

    A escolha depende do seu objetivo, do público-alvo que vai consumir e dos conteúdos definidos.

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    3. Defina os conteúdos

    Depois de analisar quais conhecimentos a empresa precisa entregar aos funcionários, é preciso sintetizá-los, escolher os formatos dos conteúdos e criar maneiras de a trilha ficar dinâmica para conquistar o resultado esperado.

    Quais são os benefícios das trilhas de aprendizagem?

    Flora, da SG, destaca três pontos positivos que as trilhas de aprendizagem geram para as empresas e para os alunos.

    1. Autonomia de desenvolvimento

    Apoderar-se do próprio desenvolvimento é uma tendência na educação. Além disso, pessoas que aprendem por iniciativa própria tendem a absorver melhor o conteúdo. E como é difícil que os profissionais de RH consigam orientar individualmente cada colaborador, a autonomia é muito bem-vinda. No entanto, cabe à empresa oferecer a oportunidade para essa autonomia e meios de acessar o conhecimento.

    2. Aprendizagem contínua

    Está cada vez mais forte a percepção de que precisamos nos tornar eternos aprendizes e adotar o longlife learning. E é justamente isso que as trilhas de aprendizagem proporcionam: a oportunidade de aprender constantemente. Com elas, é possível separar o conteúdo em diversos passos, de forma que os alunos possam aprender algo novo todo dia sem precisar absorver todo o conteúdo de uma vez só. Isso facilita a assimilação.

    3. Mais engajamento

    Como as trilhas oferecem metas para cada atividade, é mais fácil manter o funcionário engajado até o fim, sem perder a energia. Isso também quer dizer que é possível desenvolver habilidades e capacidades específicas por mais tempo, trabalhadas de forma mais rápida, sem comprometer a qualidade da aprendizagem ou a absorção do conhecimento por parte do aluno.

     

    Três pontos importantes ao desenhar trilhas de aprendizagem

    Conheça seu público: entenda quais são perfil profissional, experiências prévias, gaps de conhecimento e necessidades de treinamento e desenvolvimento.

    Crie as atividades para diferentes estilos de aprendizagem, formatos de conteúdo e abordagens: procure mesclar o conteúdo e poste em diferentes formatos. como vídeo aulas, jogos educacionais, fóruns e grupos de discussão, artigos e infográficos.

    Lembre-se que a trilha é uma experiência contínua: a trilha de aprendizagem vai além do curso em si, ela é diversa e complementar. Por isso, pensar no ambiente onde ela acontece é essencial para que ocorra de forma eficaz.

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