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iFood se compromete a ter 50% de mulheres e 30% de negros na liderança

A empresa de tecnologia também criou um índice de segurança psicológica para avaliar se os funcionários que fazem parte de minorias se sentem acolhidos

Por Elisa Tozzi Atualizado em 20 Maio 2021, 12h24 - Publicado em 20 Maio 2021, 12h22

Para aumentar a diversidade, o iFood lançou novos objetivos de inclusão que deverão ser alcançados até dezembro de 2023. Entre os compromisso estão: aumentar para 50% o número de mulheres na liderança e para 35% índice de mulheres na alta gestão e alcançar 30% de pessoas negras em cargos de chefia. Além disso, a empresa de tecnologia também quer que 40% do quadro de funcionários seja formado por profissionais negros.

Há, também, preocupação em fortalecer o ambiente no qual a empresa atua, auxiliando restaurantes, terceirizados e entregadores a desenvolver competências que podem ajudá-los profissionalmente. Em entrevista a VOCÊ RH, Gustavo Vitti, vice-presidente de pessoas e soluções sustentáveis do iFood, explica mais sobre as metas da empresa e conta por que a empresa criou um índice de segurança psicológica para avaliar como os funcionários de grupos minorizados se sentem.

O iFood está com a meta de aumentar a diversidade também em seu ecossistema de restaurantes, entregadores e terceiros. Quais ações serão feitas para alcançar isso?

Queremos envolver todas as pessoas das três pontas do nosso ecossistema: sociedade, estabelecimentos e entregadores. Por isso, focamos em iniciativas na área da Educação. No início de 2021, anunciamos que queremos impactar 10 milhões de pessoas com cursos de desenvolvimento profissional e pessoal, além de formar 25.000 estudantes de tecnologia. Tudo isso priorizando sempre os nossos parceiros e os grupos minorizados.

Já temos parcerias com o Resilia, por exemplo, com quem lançamos o programa Vamo AI para formação de pessoas de baixa renda, mulheres e pessoas negras em ciência de dados; com o Reprograma, para formação de mulheres cis e trans em tecnologia; com a Cubos Academy, para formação de pessoas negras e da periferia em tecnologia; e com o grupo PROA, que fornecem projetos de capacitação para que essas minorias entrem no mercado de trabalho. 

Essas oportunidades se estendem aos entregadores, que são sempre os primeiros convidados a fazerem parte de todas as nossas iniciativas, e funcionários de restaurantes cadastrados no iFood. Na parceria com o grupo Resilia, por exemplo, os entregadores parceiros representam 25% da turma de cientistas de dados. 

Outro objetivo é conquistar 50% de mulheres em cargos de liderança e 35% de mulheres em cargos de alto comando. Como estão as estatísticas atuais e como a empresa vai atuar para conquistar esses índices?

Mesmo antes do nosso compromisso público, nossas iniciativas já davam resultados. Em 2019, o número de mulheres em cargos de liderança era de 28% e, em alta liderança, 11%. Desde então, demos um salto para 37% de líderes mulheres e 26% de mulheres em cargos de alta liderança. 

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Desde o ano passado, promovemos mensalmente encontros com pessoas representando grupos minorizados, trazendo pontos de vista e debates esclarecedores para todos os nossos colaboradores por meio das nossas campanhas chamadas Além De. A ideia é levantar debates sobre diversidade e inclusão ao longo de todo o ano, além das tradicionais datas homenageadas. 

Além disso, lançamos um programa de liderança feminina chamado Agora é que são Elas, focado em habilidades técnicas de liderança para reduzir a diferença de gênero em cargos de liderança. São abordados temas como: autoconhecimento, síndrome da impostora, estereótipos de gênero, negociação, influência, imagem profissional, networking, finalizado com um plano de desenvolvimento com a liderança direta das participantes.

Também criamos um algoritmo que corrige distorções na avaliação de desempenho dos funcionários, na remuneração e na promoção, com base em gênero e raça. O algoritmo conseguiu identificar vieses de gênero e de raça e eliminá-los, tornando nossa avaliação de desempenho mais justa. Assim, conseguimos oferecer oportunidades justas e equidade para todas as pessoas aqui dentro.

Também há o compromisso de aumentar o número de líderes e funcionários negros. Haverá algum tipo de contratação específica para esse grupo?

O iFood participa do Empretece, um programa de processos seletivos do Grupo Movile, do qual o iFood faz parte, que destina vagas de analista sênior e liderança para pessoas negras e também conta com consultorias especializadas em atração de candidatos com perfis diversos, como Mais Diversidade, Transempregos, Indique uma Preta, Empregue Afro, entre outras. 

Qual é a importância dessas ações de diversidade para a companhia e como vocês vão mantê-las no longo prazo?

O iFood quer ser uma plataforma para todas as pessoas. Mas para conquistar isso, precisamos ser feitos por todas as pessoas. Ou seja, temos que ter uma pluralidade de pessoas pensando em como tornar nossa plataforma mais inclusiva e mais prática para todos. Para extrair os benefícios da diversidade, também precisamos fomentar uma cultura de inclusão.

Pensando nisso, construímos o que chamamos de ISP ou Índice de Segurança Psicológica. Queremos entender como os grupos minorizados se sentem em termos de abertura e bem estar, em comparação com grupos não-minorizados e ter objetivos claros para zerar essa diferença. Nossa meta não é apenas que essas pessoas venham para empresa, mas que se mantenham aqui por terem se sentido devidamente acolhidas. 

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