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Metade dos candidatos já sofreu preconceito durante o processo seletivo

Segundo pesquisa do InfoJobs, a maior parte das discriminações tem a ver com a raça e a tecnologia pode aumentar a inclusão do recrutamento

Por Redação Atualizado em 25 out 2021, 13h24 - Publicado em 4 nov 2021, 07h00

Uma pesquisa realizada pelo InfoJobs, empresa de tecnologia para recrutamento, descobriu que 49% dos profissionais já sofreram preconceito e discriminação durante algum processo seletivo. O levantamento foi realizado com 612 pessoas, homens e mulheres, de 17 a 60 anos, em setembro de 2021.

Ainda de acordo com o estudo, 57% afirmaram que trabalham ou já trabalharam em empresas que tinham a diversidade como um dos pilares nas contratações. No entanto, para 47% a atenção ao tema não é legítima, e sim um discurso de marketing.

Discriminação

Ao serem perguntados por qual distinção eles passam ou já passaram em um recrutamento, mais de 30% citaram a discriminação étnica ou racial. Quase 20% se consideraram parte do grupo que sofre com o preconceito social. Já 14% responderam que são alvo da discriminação por LGBTfobia.

Para 12%, a religião foi um empecilho durante o processo seletivo; 8% citaram serem portadores de alguma deficiência e 5% disseram terem sido discriminados por gênero.

Questionados sobre qual diversidade parece ser a mais contemplada dentro das empresas, 25% destacaram a inclusão etária, 19% citaram a inclusão de etnia e raça e, com 18% dos votos, a inclusão de PCDs apareceu em terceiro lugar.

O que é preciso para melhorar

Metade dos entrevistados acredita que, para de fato serem inclusivas, as organizações precisam reconhecer que questões físicas e biológicas não determinam a capacidade profissional. Quase 25% apontam ser necessário romper preconceitos internos e sociais.

Para a grande maioria dos entrevistados, 89%, os avanços tecnológicos podem auxiliar na promoção de processos seletivos mais inclusivos e livres de vieses inconscientes.

“As organizações e seus respectivos setores devem se atentar às pautas levantadas na pesquisa e pela sociedade. É preciso se adaptar a essa realidade e tratar todos os profissionais da mesma forma. Para isso, a tecnologia aparece como grande aliada”, afirma Ana Paula Prado, country manager do InfoJobs.

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