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Liderança

A sua empresa está preparada para a autogestão?

Com o crescimento do home office, o conceito de autogestão começa a ganhar força nas empresas. Entenda como aplicá-lo

por Hanna Oliveira Atualizado em 14 abr 2021, 22h16 - Publicado em
16 abr 2021
08h15

Esta reportagem faz parte da edição 73 (abril/maio) de VOCÊ RH

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m 1936, Charles Chaplin levou às telas dos cinemas a síntese da modernidade no longa Tempos Modernos: um operário que madrugava para chegar ao trabalho, tinha seu tempo contado pelo sino da fábrica e, por 16 horas de seu dia, repetia o mesmo movimento de apertar parafusos que rodavam numa linha de produção. Em um dos momentos mais icônicos da história do cinema, Carlitos é engolido pela engrenagem, simbolizando a desumanização dos trabalhadores fabris.

Passados mais de 80 anos, teóricos discutem um novo tipo de relação de trabalho, que quebra os paradigmas da liderança autoritária e dá aos profissionais mais liberdade para realizar suas tarefas — algo acelerado pela pandemia de covid-19, que tornou o home office fundamental para a saúde das pessoas e o funcionamento das companhias. “Estamos saindo de uma era industrial, que prega as filas e o bater de sino das fábricas, para um mundo exponencial”, afirma Fabrício Macias, líder de desenvolvimento de negócios na Macfor, agência de marketing digital.

  • Por isso, as empresas têm apostado em estruturas organizacionais que prezam menos pela lógica do controle e colocam no centro a autonomia. Assim ganha espaço um conceito que tem se espalhado pelo mundo corporativo: a autogestão, que basicamente combina práticas e estruturas com foco na autonomia e na distribuição de poder entre os membros de uma equipe.

    Outra pirâmide

    Ao contrário do que possa parecer, autogestão não é deixar o funcionário à deriva. Para funcionar, a política precisa seguir processos estruturados — é isso o que representa a nova hierarquia, que não está mais centrada nas pessoas, mas nas tarefas. “Deixamos de ter uma pirâmide hierárquica em que o poder está nas mãos dos chefes. Na autogestão, esse poder é do processo”, diz Kellie Crosara, consultora de design organizacional que ajuda a implementar a autogestão nas companhias. Por processo entende-se as regras e acordos criados dentro da organização, visando a distribuição de poder.

    Este é um trecho de reportagem publicada na edição 73 (abril / maio) de VOCÊ RH. Para ler o texto completo, compre a edição 73 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

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