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Mercado e Vagas

Teletrabalho: quais as regras para contratar quem mora em outros países?

Com a popularização do teletrabalho, as empresas têm chance de recrutar profissionais que morem em qualquer lugar do mundo. Mas é preciso seguir regras

por Hanna Oliveira Atualizado em 25 jun 2021, 13h31 - Publicado em
18 jun 2021
07h00

Esta reportagem faz parte da edição 74 (junho/julho) de VOCÊ RH

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m junho de 2020, já na pandemia, 8,6 milhões de brasileiros estavam trabalhando remotamente — um salto de quase 5 milhões de pessoas em comparação a 2018, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o levantamento não indique se todos os respondentes estavam usando meios eletrônicos para exercer suas atividades profissionais, os números mostram uma mudança no mercado, que parece ter perdido o medo do trabalho remoto.

Importante salientar que, embora informalmente home office tenha se tornado um sinônimo para teletrabalho, as duas práticas são diferentes em termos trabalhistas. O home office é uma política interna que dá a possibilidade de executar as atividades remotamente durante alguns dias da semana, mas que mantém contrato presencial, exige controle de jornada e local específico para o funcionário exercer as atividades. Já o teletrabalho dá ao funcionário o poder de escolha para cumprir o expediente de onde quiser e não permite que a atuação presencial seja maior do que a remota.

Com essa nova realidade, companhias passam a criar modelos mais flexíveis que dão ao empregado a possibilidade de morar em locais mais distantes da sede da empresa. Uma pesquisa feita pela consultoria de recrutamento Talenses, por exemplo, revelou que 25% dos profissionais se mudaram para cidades menores durante a pandemia — e 79% dos que trocaram de casa não precisaram de autorização do gestor ou da empresa para isso. Assim, começam a cair as barreiras para contratar profissionais que residem em outros municípios, estados e até países. “Várias empresas descobriram que não precisariam fazer um processo de expatriação, que é demorado e caro, e começaram a adotar procedimentos diferentes”, afirma Beatriz Azevedo, advogada do escritório Souto Correa.

Mas do ponto de vista legal existem alguns cuidados que devem ser tomados ao contratar pessoas de outros lugares do globo.

Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 74 (junho/julho) de VOCÊ RH. Para ler o texto completo, compre a edição 74 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

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