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Como manter a cultura forte no home office?

Pesquisa da consultoria PwC revela que 81% dos executivos consideram a cultura um diferencial competitivo. Aprenda como mantê-la forte no trabalho remoto

Por Elisa Tozzi Atualizado em 21 jul 2021, 08h59 - Publicado em 22 jul 2021, 07h00

A cultura organizacional sempre foi um tema relevante para as companhias. Com a crise da covid-19, mais um elemento veio à tona na discussão sobre o assunto: como manter uma cultura forte com funcionários trabalhando longe do escritório?

A resposta para essa pergunta é crucial já que, segundo a pesquisa Global Culture Survey 2021, feita pela consultoria PwC com 3.200 líderes e trabalhadores de mais de 20 países, oito em cada dez entrevistados acreditam que a cultura é crucial para os negócios. Em entrevista para VOCÊ RH, Tatiana Fernandes, sócia da PwC Brasil, comenta o estudo e explica quais cuidados tomar para manter a conexão cultural no home office.

Na pesquisa, 81% dos entrevistados afirmaram que a cultura organizacional é uma vantagem competitiva para os negócios. Em tempos de home office e modelo híbrido de trabalho, muitos se perguntam como manter a cultura forte com funcionários trabalhando à distância. Como fazer isso?

Acultura  de uma organização deve ser direcionada por um forte propósito, que traduza os valores e comportamentos esperados por todos. Antes da pandemia, era vivida de forma mais abrangente, principalmente em função do relacionamento que se criava no dia a dia dos escritórios, nos espaços de vivências e salas decoradas, como símbolos que constroem e colaboram para uma cultura organizacional sólida. 

Com a pandemia e o home office, todos nós passamos para um ambiente onde não temos mais acesso a esses símbolos ou comportamentos que reforçam esta vantagem competitiva para os negócios (veja quadro no final da reportagem).

  • Outro ponto relevante da pesquisa é a ligação entre cultura forte e a possibilidade de realizar mudanças. Por que as duas questões estão relacionadas?

    A cultura de uma organização é cíclica: é feita de diversos fatores internos e externos e admite que sempre há mudanças a se fazer. É fundamental ter elementos de inovação, inclusão e diversidade para que as transformações sejam graduais, porém, eficazes e com menor resistência possível.

    Para criar uma base sólida, em que a cultura seja prioritária e acompanhe as mudanças que vivemos, é necessário melhorar a experiência e garantir a evolução dos profissionais por meio de agilidade e flexibilidade da força de trabalho; foco em inovação, bem-estar, entrega eficaz e desenvolvimento contínuo. Por isso que fatores que pareceriam contraditórios, neste caso andam juntos. 

    Os entrevistados também apontam que a cultura é mais relevante para a performance do que estratégia e modelos de operação. Como os líderes podem identificar se a cultura organizacional está realmente funcionando? E o que fazer caso seja necessário ajustar a cultura?

    A mensuração da cultura organizacional é pautada na análise dos comportamento, habilidades e percepções dos profissionais, avaliadas por meio de pesquisas de clima, de pulso e outras ferramentas. No entanto, é fundamental analisar as pessoas pelas suas atitudes e propor meios para que elas possam se pronunciar e externalizar suas opiniões. 

    A liderança pode identificar se a cultura está realmente funcionando a partir dos comportamentos e habilidades demonstrados no dia a dia, através da percepção de satisfação e engajamento pessoal e profissional dos seus liderados e, sem dúvida, através do resultado do trabalho desempenhado. 

    Entender o que somos e o que pretendemos ser é importante, mas é fundamental considerar que uma cultura é formada por indivíduos e grupos distintos, com experiências e histórias diversas, além de símbolos, políticas, regras e iniciativas que formam uma cultura coesa. É indispensável olhar, também, para questões latentes da atualidade e garantir a diversidade e inclusão. Mudanças de rumo são sempre bem-vindas.

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    Dez passos para manter a cultura forte no home office

    1. Ter uma liderança inclusiva, próxima e, principalmente, compreensiva com a nova jornada criada pela pandemia

    2. Propor novos modelos de interação, com encontros semanais que não tratam apenas de trabalho, como cafés da manhã virtual e happy hour

    3. Seguir com os programas de desenvolvimento profissional e de carreira

    4. Fornecer feedbacks contínuos, reconhecer mais e engajar por meio de ações virtuais

    5. Quebrar a barreira do estritamente profissional e semear valores e comportamentos

    6. Oferecer apoio para que o funcionário consiga trabalhar da maneira mais confortável, respeitando a ergonomia e o bem-estar físico

    7. Desenvolver programas de qualidade de vida e bem-estar, com foco em saúde mental

    8. Promover atividades físicas à distância

    9. Revisitar e reforçar os benefícios que a empresa já oferece

    10. Propor um canal aberto de comunicação

     

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