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Atração de talentos: 78% dos profissionais de TI querem trabalho remoto

Requisitados pelo mercado, os profissionais de tecnologia querem continuar trabalhando em casa depois da pandemia. Entenda quais são as motivações

Por Elisa Tozzi Atualizado em 24 set 2021, 19h14 - Publicado em 30 set 2021, 07h00

Altamente requisitados pelo mercado, os profissionais de tecnologia têm uma exigência para as empresas: preferem continuar trabalhando remotamente. Foi esse o resultado de uma pesquisa feita pela GeekHunter, plataforma de recrutamento para as áreas de desenvolvimento de softwares e DataScience, feita com 718 trabalhadores do setor. Segundo o levantamento, 78% querem continuar em home office. As empresas estão cientes desse desejo, não à toa, 44% manterão o trabalho remoto e 18% adotarão o trabalho híbrido. Para 66% dos entrevistados, trabalhar de casa aumentou a produtividade.

Para Tomás Ferrari, CEO e fundador da GeekHunter, o trabalho à distância pode ser positivo para empregados e empresas: as pessoas economizam tempo, dinheiro e podem ter ganhos em qualidade de vida e as companhias têm a chance de recrutar profissionais de qualquer lugar do mundo. Mas é preciso tomar alguns cuidados para esse estilo de trabalho funcionar. “O trabalho remoto de sucesso está intimamente ligado à construção de uma cultura organizacional que preze pelo fortalecimento dos pilares de comunicação, colaboração e confiança”, diz Tomás. Leia a entrevista completa a seguir.

Por que os profissionais de tecnologia gostam tanto do trabalho remoto?

São diversos motivos que observamos. O primeiro é ter menos distração e mais facilidade para atingir altos níveis de foco. Ao estabelecer o seu próprio espaço de trabalho, o profissional tem a capacidade de controlar o seu ambiente e pode, com isso, escolher quais distrações permitir. O segundo é a economia de dinheiro. O modelo de trabalho remoto permite aos profissionais economizar com transporte, refeição em restaurantes, roupas mais sofisticadas. Há também economia de tempo com deslocamento e interrupções, muitas vezes desnecessárias.

Outros pontos importantes são a independência de localização, já que o trabalho remoto possibilita que o profissional esteja localizado em qualquer lugar do mundo que tenha uma boa conexão de internet. E mais autonomia, já que a grande maioria dos profissionais busca o equilíbrio entre vida profissional e pessoal e flexibilidade de horários.

  • Quais as vantagens para as empresas contratarem profissionais de tecnologia nesse modelo?

    Antes de falar de vantagens, acho importante compartilhar a visão de que contratação tech deixou de ser local e passou a ser global. Empresas que não se adaptarem ao mercado de contratação flexível ficarão fora do radar. Não é mais uma questão de escolha da empresa, mas sim dos candidatos.

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    Em relação às vantagens, podemos dizer que estão principalmente relacionadas à possibilidade de expandir o horizonte de atração de talentos. No modelo presencial, empresas ficam limitadas à contratação apenas de profissionais com disponibilidade para morar nas proximidades do escritório físico. No modelo remoto, as limitações reduzem consideravelmente e as companhias passam a ter a possibilidade de contratar talentos de qualquer parte do mundo. Além da construção de times de grandes talentos, estamos também falando da oportunidade de ampliar a diversidade.

    Quais cuidados as empresas e lideranças devem tomar para o home office realmente dar certo, não apenas em termos de cumprimento de metas, mas de desenvolvimento de carreiras e de engajamento?

    O trabalho remoto de sucesso está intimamente ligado à construção de uma cultura organizacional que preze pelo fortalecimento dos pilares de comunicação, colaboração e confiança. A comunicação precisa ser distribuída e, ao mesmo tempo, centralizada. Principalmente para empresas que atuam no formato híbrido de trabalho, a atenção deve ser no ponto de que o ambiente online deve ser o padrão. Basta que uma única pessoa esteja trabalhando de casa, todos devem trabalhar como se também estivessem remotos. Isso significa prioridade ao ambiente virtual.

    Ainda relacionado a comunicação, devemos evitar ao máximo a comunicação por interrupção e eliminar reuniões desnecessárias. Poe exemplo: priorizar a troca de informação assíncrona, em que pessoas possam visualizar e interagir de acordo com a disponibilidade de tempo delas.

    Em termos de colaboração, devemos fortalecer o trabalho com equipes enxutas. Quanto menor a equipe, mais baixo o nível de complexidade na comunicação e melhor a performance de colaboração focada na qualidade do resultado.

    Por fim, podemos dizer que o líder é o responsável por garantir que as equipes tenham as melhores condições de trabalho. Autonomia, propósito, confiança e foco no resultado são base para o trabalho remoto eficiente. Líderes precisam criar bons desafios. Mais do que ditar tarefas, o importante explicar por que as tarefas existem.

     

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