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Alinhar o colaborador à cultura organizacional: uma prioridade na Zucchetti

A diretora de RH da empresa de tecnologia afirma que valores como justiça e cumprimento de acordos são monitorados desde o recrutamento até a alta gestão.

Por Alexandre Carvalho
Atualizado em 15 fev 2024, 14h33 - Publicado em 1 fev 2024, 10h41

Empresas que investem em inteligência de RH para adotar uma gestão de pessoas alinhada com seus princípios alcançam patamares mais elevados. O empenho para manter essa afinação vale o esforço e dá retorno, como afirma a especialista Lilian Carina, cofundadora da vertical de People as a Service (PaaS) da Triven, que atua com gestão de recursos humanos. “Seus colaboradores são mais engajados, mais bem direcionados e trabalham com maior satisfação.”

É assim na Zucchetti, multinacional italiana que atua com o desenvolvimento de softwares de gestão e conta com mais de 400 funcionários no Brasil (confira mais dados sobre a empresa ao fim deste texto).

A cultura ali é o avesso da chamada “Lei de Gerson”: a companhia faz questão de que não apenas os funcionários, mas também os fornecedores, cresçam junto com o negócio. “Aqui não tem aquela história de ‘vamos pagar o mínimo possível’, por exemplo. Queremos pagar o que é justo, para que os bons profissionais e fornecedores desejem estar conosco para sempre”, afirma Ana Paula Zancanaro Socha, diretora de RH da Zucchetti. 

“Também entendemos que é mais importante o alinhamento cultural e de valores das pessoas do que as competências técnicas, pois essas podem ser desenvolvidas”, diz Socha. “Porém, se há conflitos de valores, o casamento dificilmente vai funcionar.” Já no primeiro dia de empresa, cada colaborador recebe um manual (“nossa bíblia”, diz a executiva) com os valores da companhia. 

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Tudo para que haja uma simetria que, diga-se, também vale para as lideranças.

Alinhamento vai da base ao topo

Os gestores, na Zucchetti, precisam colocar a justiça em primeiro lugar para cada decisão. Ao demitir um funcionário, por exemplo, devem ter uma explicação bem contextualizada, que é compartilhada com o RH antes de bater o martelo. 

E a mentalidade de “não levar vantagem em tudo” viraliza entre seus líderes. Segundo a diretora de RH, há menos competitividade tóxica e mais colaboração por conta dessa filosofia. “Ontem mesmo eu estava fazendo o feedback de um diretor e ele me disse que nunca tinha vivido uma situação assim em outra empresa. Confessou que estava acostumado a um ambiente em que cada um quer se sobrepor ao outro, e aqui o clima é sempre de parceria.”

Para que essa orquestra não desafine, a Zucchetti promove campanhas para disseminação da cultura, workshops e capacitação de lideranças. Além disso, há uma análise documental periódica, com questionários, para avaliar se as pessoas estão vendo os princípios aplicados no dia a dia. 

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“Quando você tem uma cultura clara e forte, é difícil haver incoerências de valores”, afirma Ana Paula Socha. “Mas precisamos sempre reforçá-los e acompanhá-los para saber se tudo continua fazendo sentido.”

Um raio X da Zucchetti

  • Segmento de atuação: tecnologia
  • Ano de fundação: 1978
  • Funcionários no mundo: 8.000
  • Ano de chegada ao Brasil: 2011
  • Sede no Brasil: Mogi Mirim (SP)
  • Funcionários no país: 445
  • 1° lugar entre as empresas italianas de software segundo o ranking da International Data Corporation (IDC), principal entidade do mundo no que diz respeito aos mercados de tecnologia da informação e telecomunicações.
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