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Diana Gabanyi

Por The School of Life
CEO da The School of Life
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Reconhecimento aumenta performance do funcionário

Veja por que a maneira como colegas e, principalmente, chefes dão retorno sobre o seu trabalho tem impacto na motivação e na produtividade.

Por Diana Gabanyi, colunista de VOCÊ RH
Atualizado em 8 nov 2023, 18h22 - Publicado em 8 nov 2023, 16h30

Foi o filósofo Cícero que disse: “A gratidão não é só a maior de todas as virtudes, mas a mãe de todas as outras”. No trabalho, ser grato é ainda mais importante, pois passamos grande parte de nossas vidas trabalhando não apenas por uma causa, mas por outra pessoa. 

A maneira como colegas e, principalmente, chefes e supervisores tratam suas equipes pode ter um efeito enorme sobre o nível de motivação que essas pessoas entregam no trabalho. Um chefe insensível, arrogante ou agressivo pode fazer com que colaboradores desistam de se esforçar. Talvez as pessoas saibam que estão fazendo algo significativo, mas, se não receberem apoio, não vão procurar uma solução mais adequada ou uma negociação melhor.

Quando fazemos workshops da The School of Life nas empresas, em um certo momento, falamos da importância da apreciação e do impacto que essa atitude tem na saúde mental dos colaboradores. Ao propormos um exercício relacionado a essa prática, lágrimas costumam escorrer do rosto dos participantes.

Alguns ficam emocionados com os elogios que recebem de colegas ou líderes, enquanto outros ficam chateados com a falta de reconhecimento. Recentemente, em um auditório lotado, um dos participantes do workshop que estava visivelmente emocionado disse: “Estou há anos nesta empresa e me sinto cansado. Meu trabalho não é reconhecido”.

O estudo no MIT

Um experimento publicado em 2008, pelo psicólogo e professor Dan Ariely, investigou o papel do reconhecimento sobre a motivação de estudantes do MIT para realizar uma tarefa repetitiva remunerada. E considero este um excelente exemplo que podemos trazer para as empresas.

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Os participantes receberam, inicialmente, uma folha de papel com uma sequência aparentemente aleatória de letras e foram informados de que ganhariam US$ 0,55 se encontrassem dez ocorrências de duas letras “S” consecutivas. Depois de completarem a primeira página, eles foram questionados se estariam dispostos a completar uma segunda página por US$ 0,50 (5 centavos a menos). O processo continuou, com os pagamentos diminuindo 5 centavos por folha, até que a pessoa decidisse parar de trabalhar, encerrando o experimento.

Embora uma mesma tarefa tenha sido oferecida a todos os participantes, eles foram aleatoriamente designados para um de três grupos: reconhecido, ignorado ou destruído. Cada pessoa participou do experimento sozinho, sem a presença de outros e sem conhecimento sobre as condições gerais do processo. 

No grupo “reconhecido”, as pessoas foram solicitadas a escrever seu nome em cada folha antes de iniciar a tarefa. Após a conclusão da atividade, eles entregavam a folha ao pesquisador, que a examinava, repetia o nome do participante, balançava a cabeça positivamente e arquivava o documento em uma pasta.

No grupo “ignorado”, os sujeitos não foram orientados a escrever seu nome nas folhas e, após o completar a tarefa, o experimentador colocava a folha sobre uma pilha alta de papéis, sem examiná-la. A condição do grupo “destruído” era igual à do grupo “ignorado”, exceto pelo fato de que o pesquisador rasgava imediatamente as folhas preenchidas pelos participantes sem olhar.

Os resultados mostram o papel do reconhecimento sobre o engajamento e motivação na tarefa. A quantidade de folhas preenchidas foi significativamente maior no grupo “reconhecido” na comparação com o grupo “ignorado”. Já a diferença entre os grupos “ignorado” e “destruído” não foi estatisticamente significativa.

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Em resumo: os participantes do grupo “reconhecido” preencheram, em média, 10 folhas, enquanto aqueles que pertenciam aos grupos “ignorado” e “destruído” preencheram, em média, 6 ou 7 e 6 ou 3 folhas, respectivamente. Além disso, quase metade dos participantes do grupo “reconhecido” chegou a trabalhar até que o pagamento caísse a zero. Nenhum dos participantes dos outros dois grupos fizeram isso.

O ato de rasgar as folhas sem sequer olhar é praticamente uma violência contra o produto do trabalho, o que poderia nos fazer supor que o efeito dessa atitude poderia impactar mais na motivação do grupo “destruído” do que do “ignorado”. No entanto, a diferença entre esses dois grupos foi mínima, Por outro lado, o efeito de ser “reconhecido”, mesmo que superficialmente, foi surpreendentemente alto.

Apresentei todo esse cenário para dizer que Cícero estava certo e que não é preciso muito para reconhecer um trabalho, um colaborador. Mas é preciso bem pouco para desengajá-lo.

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