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Foto de Isis Borge Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Demissões: três fatores que têm motivado as organizações

Comportamentos inadequados dos profissionais estão entre as principais causas de encerramento de contrato. Entenda

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 27 jun 2022, 08h57 - Publicado em 24 jun 2022, 09h03
A

tualmente, temos um cenário com muitas empresas contratando. Mas, em sua maioria, o recrutamento não é para posições novas, e sim para substituições. Na conversa com líderes, percebo um discurso muito parecido com relação às razões dos tais desligamentos, e compartilho alguns motivos aqui para que todos possamos ter a oportunidade de sermos profissionais melhores:

1. Preservação do caixa

Existem empresas desligando funcionários por uma conjuntura do mercado, que são os casos, por exemplo, de muitas startups e empresas de uma forma geral que estão com incertezas com relação aos rumos do setor de atuação e precisam preservar o caixa. Em alguns casos, a organização chega a estar em situações bem críticas, como uma recuperação judicial.

2. Baixa performance do colaborador

Existem situações de desligamentos com base em performance. É quando o desempenho de determinada área está abaixo do esperado e a alta liderança da empresa enxerga que o tal líder não possui habilidades técnicas ou comportamentais para conseguir reverter o cenário no curto prazo. Esse desalinhamento, em geral, acontece devido a falhas de comunicação ou à dificuldade de escuta do gestor que será substituído. Aqui eu citei o líder, mas essa avaliação pode estar relacionada a profissionais de todos os níveis hierárquicos.

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3. Profissional com habilidades comportamentais inadequadas

É muito comum ver profissionais com boas qualificações técnicas e certificações serem demitidos em razão do comportamento. Dentro desse cenário, as falhas mais comuns são as seguintes:

  • Uso indevido do horário do expediente, como é o caso de algumas pessoas que passam muito tempo nas redes sociais ou resolvendo questões pessoais por WhatsApp ou telefone;
  • Falar mal da empresa, de gestores ou de colaboradores dentro do próprio ambiente de trabalho, em alguns casos, criando intrigas ou competitividades nada saudáveis;
  • Não demonstrar vontade ou iniciativa com relação à própria atualização e evolução, seja com relação a conhecimento, a processos ou ao próprio comportamento;
  • Postura arrogante, manipuladora ou pouco empática no contato com pares, líderes, clientes, fornecedores ou parceiros de negócio;
  • Se comunicar de forma confusa ou prolixa, principalmente com relação a questões importantes;
  • Postura pessimista, negativa ou resistente diante das metas estabelecidas ou de feedbacks recebidos;
  • Frequência de faltas, atrasos ou ausências sem aviso prévio, inclusive no formato híbrido ou remoto;
  • Desrespeito com membros do time, incluindo casos de assédio moral e/ou sexual;
  • Falta de ética, mentiras ou até mesmo roubo de diferentes recursos da empresa;
  • Não cumprir o que promete, em muitos casos, com atrasos nas entregas;
  • Falta de foco e atenção, de maneira geral e com relação aos detalhes;
  • Procrastinação ou mesmo preguiça para realizar as atividades;
  • Violar informações estratégicas e confidenciais da empresa;
  • Não socializar com as pessoas.

Esses são apenas alguns exemplos bastante comuns e que, muitas vezes, com uma autoanálise podem ser melhorados ou extintos. Mas é preciso estar aberto a querer melhorar, porque o esforço para mudar um aspecto comportamental nem sempre é simples. Requer bastante força de vontade e atenção diária a si mesmo.

É importante destacar que, quando a demissão é por um aspecto comportamental, nem todo gestor se sentirá à vontade para dizer com transparência os pontos que o levaram a decidir pelo desligamento do profissional em questão. Então, sugiro que, caso você passe por um desligamento, busque — com gentileza — não apenas questionar os motivos, como também fazer leituras nas entrelinhas do diálogo. Esse cuidado e trabalho a mais é o que pode te ajudar a não repetir erros e falhas, principalmente com relação ao comportamento, em novas oportunidades de trabalho que venham a surgir.

Então, meu convite é o seguinte: agora que você terminou de ler o texto, pare para fazer uma avaliação sincera para entender se você se enquadra em um ou mais dos pontos citados. Você se conhece realmente? Já fez um compilado de avaliações a seu respeito, terapia ou teste de personalidade? Quando nos conhecemos, temos mais chance de entender os gatilhos que impactam em reações e emoções negativas e aprender a mudar a forma como reagimos diante de determinadas situações, aumentando o autocontrole diante de contrariedades, por exemplo.

Com esse melhor entendimento do que vai no nosso interior, ficamos, de certa forma, até melhores em fazer leituras do ambiente externo e prever uma possível demissão, seja para aceitar melhor a situação ou reverter o cenário enquanto ainda há tempo. O que acha de começar essa autoavaliação agora?

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