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Foto de Isis Borge Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

O que realmente vale a pena considerar nas resoluções de ano novo

As pessoas passaram a olhar mais para seus propósitos, e eles precisam se conectar diretamente com a carreira

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 30 dez 2021, 13h26 - Publicado em 30 dez 2021, 13h00
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este inicio de ano é normal as pessoas repensarem a vida. E faz parte também termos um novo olhar para a nossa carreira. A primeira pergunta ao planejar 2022 poderia ser: o que te faz feliz? E você está feliz quando pensa na sua carreira? Onde você está neste momento e aonde quer chegar? Quais são as suas metas profissionais para esse novo ano que se inicia?

O mercado de trabalho está mudando e, com o advento da pandemia, as pessoas passaram a olhar mais para seus propósitos, o que também se conecta diretamente com a carreira.

O conceito de life long learning, que é o do eterno aprendiz, veio para ficar, e com ele temos também o upskilling e o reskilling, que nada mais são do que aprimorar as habilidades que você já tem ou adquirir novas visando fazer algo diferente.

Dentro desse cenário, quais são as habilidades técnicas e comportamentais que você quer adquirir ao longo de 2022? Liste quais são essas competências e também como conseguirá desenvolvê-las. Coloque na agenda cursos de curta ou longa duração, e pense também em habilidades tecnológicas que possam te preparar para a transformação que o mercado vem experimentando, não deixando de lado um olhar para idiomas.

Um movimento interessante que tenho acompanhado e que vem crescendo nos EUA é o “quittok”, no qual as pessoas têm pedido demissão sem nada em vista, de empregos que julgam serem insalubres ou prejudiciais de alguma forma, seja pela pressão envolvida, por assédio moral, sobrecarga de trabalho, gestores sem um olhar para desenvolvimento de pessoas, valores contrários aos próprios valores. Nesse movimento, podemos ver vídeos bem-humorados no Tik Tok, com os profissionais minutos antes ou depois do pedido de demissão.

Temos registros que, em 2021, mais de 40 milhões de trabalhadores norte-americanos pediram demissão de seus empregos. Se isso será uma tendência global, é difícil dizer, mas certamente é um movimento que tem dado o que falar no plano corporativo.

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Outro marco que tivemos em 2021 foi o reconhecimento pela OMS e pelo Ministério da Saúde da síndrome de burnout como uma doença ocupacional. É importante que cada um de nós avalie o quanto estamos inseridos em condições de trabalho saudáveis visando a nossa boa saúde mental e a longevidade no mundo corporativo.

O momento de mercado também nos mostra que temos ainda uma grande porcentagem de empresas atuando em formatos remotos, algumas com data para voltarem ao presencial ou híbrido e outras que de fato não pretendem retornar presencialmente aos escritórios.

O setor de tecnologia é, inclusive, o que está mais à frente nesse quesito. Conversando com o Paulo Moraes, CEO da Land – empresa do Talenses Group exclusivamente dedicada a contratações de profissionais para a área de tecnologia e digital –, notei que menos de 10% das vagas de tecnologia que temos trabalhado na consultoria são presenciais. As demais são majoritariamente remotas ou, em alguns casos, em formato híbrido.

O ponto do formato de trabalho inclusive tem sido um fator de decisão de muitos candidatos declinarem de processos seletivos que tenham uma exigência de trabalho presencial. E cabe aqui a reflexão nessa resolução de ano novo: qual é o formato de trabalho que melhor funciona para você? E na sequência, vale analisar se a empresa onde você está hoje está adotando o modelo de trabalho de sua preferência. Esse pode inclusive ser um fator de decisão para buscar novos rumos profissionais em empresas que tenham adotado um modelo de trabalho que se adeque melhor à sua dinâmica de vida.

É importante também a reflexão sobre a sua relação com o trabalho e o que ele representa para você. O que você quer conquistar através do trabalho? Termos objetivos que nos movem no dia a dia é importante para manter o foco e a clareza de propósito. Eu acredito que de fato devemos buscar um trabalho que nos faça feliz em um ambiente que se conecte com a nossa essência.

Dentro dessas resoluções de ano novo, eu sugiro que você coloque também na agenda dois temas: o networking, como você pode se organizar para fazer do networking um estilo de vida e que continuamente você possa lançar mão de ações que ampliem e fortaleçam a sua rede de relacionamentos.

E também acho importante um olhar para a diversidade e a inclusão, uma análise pessoal se você de fato se sente confortável para ser quem você é dentro do seu dia a dia profissional e o quanto você está preparado para acolher e trabalhar em harmonia com todo o tipo de diversidade, seja de ideias, seja de pessoas.

Reserve algum tempo nesse início de ano para se conectar com você. Pare para pensar e escreva as suas resoluções profissionais. Não precisa ser um plano extenso. Uma ideia pode ser trabalhar com, no máximo, três metas que serão perseguidas nesse ano que se inicia. Qual é a foto que você gostaria de enxergar no final do próximo ano? Você gosta dela? Está preparado(a) para 2022?

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