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Estudo Stato Intoo/Mackenzie revela os principais estereótipos do etarismo

Profissionais com mais de 50 anos são vistos como inflexíveis e acomodados. Os muito jovens, como impacientes e imaturos. Entenda.

Por Alexandre Carvalho
10 fev 2025, 18h09
Fotografia de um time diversificado em idade conversando sobre o projeto.
 (DMP/Getty Images)
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O etarismo, ou as atitudes etaristas, que são formadas por estereótipos, preconceitos e discriminação relacionados à idade das pessoas, persistem como um obstáculo significativo para a promoção da diversidade etária nas empresas brasileiras. Foi o que constatou uma pesquisa recente da Stato Intoo, unidade de gestão de carreira da Gi Group Holding, multinacional italiana do setor de recursos humanos, em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie. De acordo com o estudo, profissionais com mais de 50 anos sofrem com uma série de estereótipos, alguns bastantes negativos, que dificultam suas chances de recolocação profissional, promoções ou estabilidade nas companhias.

De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados – pessoas do gênero masculino, com mais de 40 anos, ensino superior completo, que ocupam cargos de gerência em organizações do setor de serviços na iniciativa privada – concordam que trabalhadores mais velhos recebem menos oportunidades de promoção e, frequentemente, são pressionados a se aposentar quando ocupam cargos de gerência a fim de que abram espaço para pessoas mais jovens. Apesar do crescente envelhecimento da população, com 15,6% de brasileiros já acima dos 60 anos, as empresas ainda relutam em integrar esses profissionais.

“A visão de que mais velhos têm dificuldade de adaptação às novas tecnologias limita o aproveitamento da experiência que eles poderiam compartilhar com a equipe”, afirma Candice Fernandes, diretora da Stato Intoo e membro do pilar sênior do comitê de diversidade da Gi Group Holding. “É necessário ter uma mudança cultural nas organizações, em que os gestores valorizem o profissional sênior como um ativo, por sua vivência e também por sua capacidade de motivar e ensinar os mais jovens.”

Os estereótipos positivos e negativos 

Entre as atitudes etaristas consideradas mais positivas ou menos negativas, destacam-se os estereótipos do “bom velhinho”, que retratam profissionais mais velhos como pessoas boas, dóceis e plenamente confiáveis. Os resultados da pesquisa revelam que a maioria dos entrevistados tem uma visão positiva dos trabalhadores mais velhos, considerando-os amigáveis (80,7%), confiáveis (77,3%), generosos (75,8%) e afetuosos (74,4%). Além disso, para 50,6% dos respondentes, a confiabilidade é a característica que mais se destaca em profissionais de mais idade.

As características negativas atribuídas aos trabalhadores mais velhos incluem a baixa especialização, citada por 34,2% dos entrevistados. Além disso, quase metade (44%) concorda que esses profissionais são resistentes a mudanças, enquanto 24% acreditam que eles não são capazes de trazer ideias inovadoras. Outros dados revelam que 77% dos entrevistados veem pessoas mais velhas no ambiente corporativo como resistentes à flexibilidade e 34% como acomodados. Esses resultados indicam que uma parcela significativa dos entrevistados percebe os trabalhadores mais velhos como menos adaptáveis e dinâmicos, características altamente valorizadas no mercado de trabalho atual.

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“O profissional mais experiente é visto como alguém apegado a suas convicções e que não tem mais nada a aprender ou sequer vontade de absorver novos conteúdos”, diz Candice. “Mas, ao mesmo tempo, eles são vistos como pessoas pacientes, boas para se conversar e que têm muito a ensinar aos mais jovens. É muito injusto que pessoas com essas características sejam preteridas para promoções ou tenham dificuldades para se recolocar por conta de estereótipos que, na prática, não se provam verdadeiros.”

Etarismo também afeta os mais jovens

A executiva reforça que existem dois casos distintos no etarismo: os profissionais 50+ e os 25-. Ela explica que o preconceito etário não afeta apenas os mais velhos; os mais jovens também enfrentam estigmas. “Profissionais acima dos 50 anos são frequentemente vistos como mais lentos e resistentes ao aprendizado de novas tecnologias e à adaptação em geral. Já os profissionais com menos de 25 anos carregam a imagem de serem imaturos, inexperientes, impacientes e inconstantes. Ambos enfrentam estigmas e preconceitos que podem impedir seu desenvolvimento profissional.”

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