Assine VOCÊ RH por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Pessoas devem ser valorizadas pelo que são, e não pela data de nascimento

No auge da produtividade e do engajamento, profissionais acima dos 50 anos, às vezes menos, são dispensados por empresas. Mas isso começa a mudar

Por Marcia Kedouk
4 fev 2022, 07h00
I

magine viver 100 anos e ter um emprego de qualidade por apenas 20. Esse é o cenário que se avizinha para boa parte das pessoas caso a ciência esteja certa e as empresas, erradas.

Em 2050, ano em que a expectativa de vida deve chegar aos 80, o número de pessoas na faixa acima dos 60 representará 30% da população brasileira. E o aumento da longevidade prolonga o tempo útil da carreira. Na maturidade, muitos profissionais estão no auge da produtividade e do engajamento — e precisando trabalhar, já que vão demorar mais para se aposentar. Mas são dispensados, às vezes a partir dos 40, por causa de estereótipos: eles seriam mais custosos para as companhias, teriam dificuldade com a tecnologia, demonstrariam resistência a mudanças. O nome disso é preconceito, e, como tal, leva a distorções que causam prejuízos financeiros, sociais e de saúde, inclusive a mental. Para as mulheres, o peso é ainda maior, já que elas costumam ser penalizadas quando se tornam mães e consideradas ultrapassadas para cargos de liderança justamente em uma idade em que seus colegas homens estão assumindo mais posições de gestão.

O discurso entre as empresas é de que não há espaço, em suas práticas, para a discriminação etária. Mas os números discordam. Apesar de já serem 26% da população, os 50+ constituem, em média, 4% dos funcionários nas companhias. Reflexo de uma cultura jovem-cêntrica que ganhou ainda mais força nos últimos anos.

Continua após a publicidade

Mas está na hora de agir pela diversidade etária. É o que as empresas começam a fazer. Segundo pesquisa da Deloitte, 37% das organizações que estruturaram iniciativas para os 50+ criaram essas ações em 2021; e 34% das demais pretendem desenvolvê-las nos próximos dois anos.

Independentemente do gênero, estamos todos sujeitos a sofrer com a exclusão ao envelhecer. Portanto, temos que defender o que deveria ser óbvio: as pessoas precisam ser valorizadas pelo que são e podem ser, e não pela data de nascimento. Porque quem determina a vida útil de uma carreira é o próprio profissional.

Essa é a Carta ao Leitor da edição 78 (fevereiro/março) de VOCÊ RH. Clique aqui para se tornar nosso assinante

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

As empresas estão mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VOCÊ RH.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Você RH impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.