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RH 3.0: conheça os pilares da gestão de pessoas do futuro

Relatório da IBM revela as tendências para a transformação na área de RH e mostra os pontos importantes no desenvolvimento de líderes

Por Elisa Tozzi Atualizado em 11 dez 2020, 18h25 - Publicado em 12 nov 2020, 13h00

Para enfrentar os desafios do presente – e do futuro – o RH precisa ter uma atuação 3.0. Essa é a conclusão de um estudo conduzido pela IBM em parceria com Josh Bersin, da Josh Bersin Academy, feito com mais de 1.500 executivos de RH globais entrevistados em 20 países, incluindo o Brasil.

Mas o que esse RH 3.0 significa? De acordo com o relatório Acelerando a Jornada para o RH 3.0 essa atuação está atrelada à necessidade de que a área de gestão de pessoas deve ser radicalmente redefinida e se guiar pelos princípios de personalização, processos decisório baseados em dados, transparência e agilidade.

  • Mas ainda são poucos os executivos de RH que estão nessa jornada. Segundo o levantamento, menos de 40% dos CHROs têm as competências necessárias para essa transformação. Mesmo assim, a maioria sente que é preciso mudar: sete em cada dez líderes de gestão pessoas acreditam que o cargo está demandando urgentemente a reinvenção.

    “É fundamental que o RH se reinvente para acompanhar as novas necessidades de suas organizações e promover uma nova era de recursos humanos, na qual a experiência do funcionário seja central para a tomada de decisões”, diz Kelly Ribeiro, líder de Talent and Transformation para IBM Services na América Latina. “A visão de HR 3.0 exige que as organizações construam engajamento com funcionários remotos, passem a trabalhar de forma ágil e, ao fazer isso, impulsionem a produtividade com equipes versus indivíduos, promovam confiança em tempos incertos e cultivem forças de trabalho resilientes.”

    Cinco imperativos para o futuro do RH

    O estudo mapeou as cinco áreas em que é necessário atuar agora para estar pronto para o futuro do trabalho e perguntou aos entrevistados o quanto as empresas já estão atuando nas questões. Veja os resultados:

    1. Experiência fortemente personalizada
      Nível de importância para o futuro: 61%
      Grau de execução hoje: 29%
    2. Desenvolvimento de habilidades “core” 
      Nível de importância para o futuro: 69%
      Grau de execução hoje: 38%
    3. Decisões baseadas em dados distribuídos por inteligência artificial
      Nível de importância para o futuro: 59%
      Grau de execução hoje: 28%
    4. Práticas de trabalho ágil
      Nível de importância para o futuro: 68%
      Grau de execução hoje: 34%
    5. Transparência para a preservação da confiança
      Nível de importância para o futuro: 66%
      Grau de execução hoje: 35%

    A nova liderança

    Outro ponto importante no relatório diz respeito a liderança. Segundo o estudo, os líderes 3.0 precisam basear sua liderança não apenas na performance, mas também no comportamento. Além disso, é necessário:

    • Atuar como líder-coach
    • Ser um líder servidor (liderando o time e ouvindo mais do que falando)
    • Aprendizado imersivo e experimental constante
    • Identificação de potenciais por meio de assessments comportamentais e analytics
    • Desenvolver gerentes por meio de resultados das pesquisas de engajamento dos times
    • Mentoria e coaching reversos

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