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Antifragilidade: quando a força surge do caos

Para sair fortalecidos, negócios e equipes precisam mais de antrifragilidade do que de resiliência. Entenda o conceito e como desenvolver a mentalidade

Por Marcia Di Domenico Atualizado em 16 ago 2021, 19h42 - Publicado em 20 ago 2021, 07h00

Esta reportagem faz parte da edição 75 (agosto/setembro) de VOCÊ RH

Diante da incerteza que rege os tempos atuais e dos desafios do mundo BANI (sigla em inglês para frágil, ansioso, não linear e incompreensível), empresas e profissionais têm uma nova e indispensável competência a desenvolver para prosperar no mundo do trabalho como ele se desenha no presente e no futuro: a antifragilidade. O termo, proposto pelo economista libanês Nassim Nicholas Taleb e apresentado pela primeira vez em 2012 no livro AntifrágilCoisas Que Se Beneficiam com o Caos (Objetiva, 89,90 reais), define uma espécie de estratégia não apenas de sobrevivência a tempos confusos e imprevisíveis mas de capacidade de usá-los como oportunidade para crescer e se fortalecer.

Antes de Antifrágil, Nassim havia lançado A Lógica do Cisne Negro (Objetiva, 89,90 reais), livro em que introduz a ideia de que acontecimentos imprevisíveis e capazes de mudar drasticamente nossa realidade — os “cisnes negros” — podem ocorrer sem que tenhamos qualquer controle sobre eles, a despeito das tentativas de antever cenários, colocar ordem e eliminar riscos. A pandemia de covid-19 é um exemplo, assim como o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001. “A antifragilidade não é só um antídoto para lidar com esses eventos aleatórios. Compreendê-la nos torna menos temerosos de aceitar o papel dos cisnes negros como necessários para a história, a tecnologia e o conhecimento”, escreve o autor.

  • Alguns podem ver semelhança com a resiliência, também uma habilidade-chave para atravessar momentos de dificuldade e se manter firme. Mas Nassim explica que a antifragilidade vai além: “O resiliente resiste a impactos e permanece o mesmo; o antifrágil fica melhor”.

    Foi o que ocorreu com empresas que souberam tirar partido da crise sem precedentes iniciada em 2020 para crescer. A FacilitaPay, plataforma de pagamentos e transações financeiras, começou o ano passado em ritmo de crescimento e cheia de projetos, mas a expansão internacional para além dos Estados Unidos era ainda uma projeção distante. Quando a pandemia chegou, a companhia viu o volume de transações cair rapidamente por causa da diminuição de renda da população. Antes que o prejuízo se aprofundasse, a empresa ampliou o foco, iniciou um projeto de captação de recursos e antecipou a internacionalização, abrindo um escritório no México em cerca de seis meses. Ao mesmo tempo que vencia os obstáculos burocráticos para entrada no mercado local, Stephano Maciel, CEO da FacilitaPay, apostou no desenvolvimento das equipes. “Investimos para que todos aprendessem a falar espanhol e contamos com headhunters locais para a contratação de profissionais mexicanos”, comenta. A decisão estratégica de iniciar operação no país latino-americano foi chave para a fintech brasileira fechar 2020 com volume de pagamentos acima do ano anterior e superar, no primeiro trimestre de 2021, as metas para o período.

    Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 75 (agosto/setembro) de VOCÊ RH. Clique aqui para se tornar nosso assinante

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