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Comportamento é o aspecto mais valorizado pelos líderes no recrutamento

Pesquisa feita pela The School of Life e Robert Half mostra também que 60% dos líderes já demitiram alguém devido a comportamentos inadequados

Por Redação Atualizado em 9 out 2021, 17h10 - Publicado em 11 out 2021, 07h00

“Contrate comportamento e treine habilidades.” A frase clichê que repercute nas redes sociais tem seu fundo de verdade. Pelo menos é isso que indica o estudo Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho, feito pela The School of Life Brasil em parceria com a consultoria de recrutamento Robert Half que ouviu 491 líderes e liderados brasileiros entre julho e agosto de 2021.

De acordo com o levantamento, entre as três habilidades mais valorizadas pelos gestores no processo seletivo estão: comportamento (56%), conhecimento/experiência (44%) e formação/certificações (1%). Além disso, 60% dos chefes já demitiriam alguém por causa de comportamentos inadequados.

Os gestores também apontam que as habilidades que faltam aos membros das equipes são: comunicação (28%), decisão (21%) e objetividade (20%). Do pontos de vista dos liderados, as competências que a chefia precisa desenvolver são: comunicação (29%), apoio psicológico (24%) e empatia (22%).

  • Bem-estar emocional

    A pesquisa avaliou também como os profissionais estão se sentindo emocionalmente durante a pandemia. Cerca de 64% dos líderes e liderados afirmam que o principal impacto da crise da covid-19 sobre a saúde mental foi o aumento da ansiedade. O abalo emocional também afeta a produtividade: 52% dos líderes afirmam que deixaram de produzir ou de se engajar com o trabalho por estar psicologicamente afetados – entre os liderados, o índice é de 58%.

    Mas há boas notícias: 62% dos participantes dizem que se sentem à vontade para expor seus sentimentos e emoções dentro da empresa em que trabalham e 60% acreditam que a preocupação da companhia com a saúde mental dos funcionários aumentou na pandemia.

    Mesmo assim, 28% dos entrevistados afirmam que a empresa em que estão não oferece nenhum tipo de apoio psicológico aos empregados – e os mais comuns, segundo o levantamento, são: horários flexíveis, conversas individuais com o gestor e conversas individuais com o RH.

    “A pesquisa mostra que mais de 90% dos líderes e liderados já têm o hábito de refletir sobre atitudes, pensamentos, sentimentos e emoções de si próprio. Talvez essas pessoas só precisem do treino certo para colocar essa autoconsciência a favor das próprias carreiras e dos negócios”, escrevem Diana Gabanyi e Jackie de Botton, diretoras e sócias-fundadoras da The School of Life, no relatório.

     

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