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Como a Kimberly-Clark preparou um plano para enfrentar a covid-19

Com menos de seis meses no cargo de vice-presidente de RH da Kimberly-Clark para a América Latina, Viviane Cury precisou rever as estratégias

Por Juliana Américo 15 dez 2020, 20h36

Esta reportagem foi publicada na edição 70 de VOCÊ RH

Viviane Cury, de 43 anos, é figura conhecida nos corredores da Kimberly-Clark. Com 16 anos de empresa, a executiva, que é formada em psicologia, atuou como business partner na área de vendas e marketing, na qual era responsável pelos processos de gestão de desempenho, carreiras, atração de talentos e seleção e remuneração, além de auxiliar na criação de estratégias da área.

Em 2014, sua carreira se tornou internacional e ela foi para a Colômbia como diretora sênior de RH na região andina para gerenciar as equipes de Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela. Cerca de três anos depois, Viviane se mudou para os Estados Unidos para atuar como diretora global de recursos humanos. Ela auxiliou quase 50% da liderança mundial da Kimberly-Clark, incluindo os gestores de marketing, inovação, comunicação e jurídico, durante um processo de reestruturação global.

Durante esse período, Viviane ainda foi importante para aumentar a diversidade na companhia – na área jurídica global, por exemplo, o número de mulheres nos cargos de diretoria ou acima disso aumentou mais de 30% e hoje representa quase metade das posições. Em setembro do ano passado, Viviane deu um novo passo e assumiu como vice-presidente de recursos humanos para a América Latina.

Desafio

Quando chegou à posição, em setembro de 2019, os objetivos do cargo eram claros: desenvolver estratégias para conectar a América Latina com as transformações organizacionais pelas quais a empresa estava passando, além de estimular o desenvolvimento de 12.000 talentos. Em menos de seis meses os planos viraram de cabeça para baixo por causa da covid-19, que afetou fortemente a região.
“Essa foi uma situação que ninguém vivenciou, mas conseguimos implementar uma série de medidas. Nossa primeira reunião sobre a doença foi no dia 12 de março, e em 24 horas já tínhamos 98% das equipes administrativas com computador e acesso remoto para trabalhar de casa.”

Viviane lembra que o desafio estava em proteger os funcionários que trabalham na produção – por se tratar de uma fabricante de produtos para cuidados pessoais, as fábricas, que abrigam 60% da equipe, não podiam parar. A solução foi distribuir equipamentos de proteção individual, medir a temperatura, aumentar o número de ônibus fretados e dividir as plantas em setores para que cada grupo não tivesse contato com os outros.

A empresa também está oferecendo treinamentos sobre como trabalhar em home office e gerenciar à distância, além de sessões ao vivo com médicos para esclarecer quais são os sintomas da covid-19 e tirar dúvidas. Embora parte das orientações sobre como enfrentar a pandemia venha da matriz, há respeito pelo jeito de ser em cada local – só na América Latina são 18 países com suas especificidades. “Existe o desafio de lidar com as diferenças e dar autonomia, mas criando um padrão para alguns processos, o que dá agilidade e escalabilidade ao negócio.”

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