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Game over? Maioria dos candidatos não gosta de jogos no processo seletivo

Mas gestores de RH veem os games como uma boa ferramenta para avaliar profissionais. E ambos estão certos — entenda a polêmica

Por Karina Sérgio Gomes Atualizado em 4 ago 2022, 17h14 - Publicado em 5 ago 2022, 07h10
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ma metodologia ágil, lúdica e divertida para selecionar com precisão os melhores talentos para as suas vagas. É o que prometem os processos seletivos gamificados. Mas será que os candidatos veem com os mesmos bons olhos das equipes de recrutamento e seleção o uso de jogos ao se candidatarem para uma vaga? Em maio, a Mindsight, empresa de tecnologia para recursos humanos, realizou uma pesquisa — divulgada com exclusividade por VOCÊ RH — com 3.397 pessoas sobre processos seletivos. A maioria dos participantes, 76%, classificou a experiência com ferramentas de gamificação como indiferente ou ruim.

“O intuito dos jogos é relaxar, aliviar o tédio. O processo seletivo desencadeia outros sentimentos, como ansiedade. Nesse momento, o candidato quer ser valorizado e ter algum nível de controle”, afirma Thaylan Toth, CEO da Mindsight, justificando a alta porcentagem de pessoas (63,4%) que preferem a boa e velha entrevista presencial — etapa em que os candidatos têm a sensação de controle de suas respostas. “O que as pessoas notam de negativo em processos gamificados é a falta de transparência. Por ser uma ferramenta muitas vezes lúdica, os candidatos podem não compreender a finalidade de cada etapa”, diz Thaylan.

Álvaro Machado Dias, neurocientista e professor livre-docente da Unifesp, concorda com essa avaliação. “A questão tem muito mais a ver com cuidado. As pessoas sentem que os processos seletivos as tratam como commodities. As etapas não têm objetivos claros que deem aos candidatos a oportunidade de mostrar o que podem trazer de melhor”, afirma. De acordo com o professor, os profissionais precisam sentir que foram avaliados de acordo com as funções que ocuparão no cargo pretendido. “O grande problema não são os jogos, mas a baixa validade ecológica dos exames, ou seja, a compreensão do candidato sobre o que foi avaliado no exame e seu entendimento sobre as habilidades requeridas para a função na prática.”

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O neurocientista acredita que os games devem prosperar na área de recrutamento e seleção, mas como simuladores. “As entrevistas presenciais são carregadas de vícios empáticos e ligados a projeções intersubjetivas dos entrevistadores. O mercado está cansado disso. Os candidatos estão cientes desses vícios e mais interessados em encontrar processos seletivos que tenham menores vieses pessoais”, afirma. Para o professor, seleções que envolvam etapas com simulações reais do dia a dia da função terão avaliação mais positiva dos candidatos e serão mais assertivas na seleção dos profissionais.

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Este texto faz parte de uma reportagem da edição 81 (agosto/setembro) de VOCÊ RH.

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