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Ana Carolina Souza

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Neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa de educação corporativa na área de neurociência organizacional

Saúde mental: cabe aos líderes evitar a percepção de “carewashing”

Algumas atitudes passam a impressão de que o gestor não se importa com o bem-estar de sua equipe – e prejudicam a reputação da empresa.

Por Ana Carolina Souza, colunista da Você RH
12 fev 2025, 17h54
Imagem da sinal frágil em fundo vermelho.
 (seng kui Lim/Getty Images)
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Em 2025, as discussões sobre saúde mental devem ganhar mais espaço dentro das organizações. Dois fatores estão por trás desse fenômeno: a atualização da NR-1, que estabeleceu a necessidade de identificar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho; e a criação do Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, uma honraria dada pelo governo federal a organizações que zelam pelo bem-estar de seus colaboradores.

São novidades que surgiram devido ao aumento no número de casos de transtornos mentais nas empresas brasileiras e por conta do reconhecimento crescente de que ambientes de trabalho disfuncionais impactam a saúde e o desempenho dos colaboradores.

Diante desse cenário, as lideranças não podem mais ser parte do problema – precisam contribuir para solucioná-lo. 

A gestão é um dos principais fatores de estresse na rotina dos profissionais. Os gestores podem até receber treinamentos e orientações específicas para cuidarem da saúde mental de seus colaboradores. Mas alguns comportamentos geram o efeito contrário – e passam a impressão de que o líder não se importa genuinamente com o bem-estar de sua equipe.

Trata-se de um fenômeno chamado carewashing: quando as políticas de saúde mental são superficiais, não combinam com a atitude das lideranças e não contribuem para construir ambientes saudáveis e seguros. Como afirma o ditado, uma ação vale mais do que mil palavras. Por isso, a reputação da empresa fica em risco quando a prática não condiz com o discurso.

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Como evitar o carewashing

Mas como as lideranças podem evitar o carewashing? Minha sugestão é que os gestores invistam em três comportamentos que ajudam a construir relações de confiança com suas equipes:

1) Preste atenção aos limites. Não envie mensagens de trabalho fora do expediente: isso faz os colaboradores se sentirem pressionados e gera uma cobrança para que eles estejam sempre disponíveis, o que prejudica o bem-estar. Esse comportamento também faz com que a equipe enxergue o gestor como alguém que não respeita a privacidade nem se preocupa com o descanso de seus funcionários.

2) Dê orientações claras e celebre as conquistas. As demandas são muitas, e o tempo é curto. Mas os líderes precisam tomar mais cuidado com a comunicação. Mudanças abruptas de rotina, direcionamento incerto e falhas na comunicação fazem com que os colaboradores se sintam inseguros e frustrados. 

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Mantenha sua equipe informada sobre o que está acontecendo no escritório, atualize as prioridades com frequência e compartilhe as informações necessárias para que todos entendam suas decisões. Se possível, lembre a equipe constantemente sobre qual é seu propósito e sua visão de futuro. De tempos em tempos, celebre os avanços da equipe.

3) Esteja disponível – de verdade. Não adianta dizer que os funcionários podem contar com você se sua agenda está sempre lotada de reuniões e você interage de forma superficial entre os compromissos do dia. É fundamental estar junto com a equipe e ter conversas focadas nos colaboradores para entender quais são suas ambições e como eles lidam com a rotina de trabalho. 

Dedicar tempo aos funcionários é uma forma de reconhecimento, que favorece o diálogo e forma relações de confiança. Por consequência, pode aumentar a motivação e o senso de pertencimento dos profissionais. Lembre-se: exercitar a escuta atenta e promover um ambiente de segurança psicológica é uma forma de cuidar verdadeiramente da saúde mental da equipe.

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Gestos valem mais que palavras, principalmente quando ocupamos um cargo de liderança. Apoie as políticas da empresa que visam cuidar da saúde mental dos profissionais e busque conhecimento sobre o assunto. Mas, sobretudo, esteja atento às suas próprias atitudes para que elas sejam coerentes com o posicionamento da empresa.

O cuidado emocional não está associado à garantia de uma rotina perfeita e uma relação tranquila com o trabalho, mas à certeza de que temos alguém de confiança ao nosso lado nos momentos difíceis.

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