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Foto de Isis Borge Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Os benefícios da semana de 4 dias de trabalho para as empresas

O foco é a busca pela produtividade, mas existem mais ganhos para companhias que cogitarem adotar esse novo formato de trabalho

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 25 abr 2022, 14h20 - Publicado em 14 abr 2022, 06h18
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sses dias li uma reportagem no Le Guardian dizendo que 3 mil trabalhadores de 60 empresas no Reino Unido passarão por um período de teste, de junho a dezembro de 2022, de trabalhar apenas quatro dias na semana sem redução de salário. Esse será o maior esquema piloto desse tema até aqui. Experiências semelhantes ocorrem na Espanha e na Nova Zelândia. A Islândia passou por um processo parecido entre 2015 e 2019 e hoje tem uma parcela da população que já trabalha quatro dias na semana de forma definitiva.

O formato em todos esses países é semelhante: uma parcela das pessoas trabalhará de segunda à quinta-feira, enquanto a outra cumprirá a jornada de terça à sexta-feira. As empresas continuarão funcionando nos cinco dias da semana. O foco é a busca pela produtividade, mas existem mais benefícios para empresas que cogitarem adotar esse novo formato de trabalho. Listei seis desses benefícios:

1. Maior atratividade e retenção de talentos

As empresas ganharão uma visibilidade positiva no mercado de trabalho e terão uma atratividade maior para novos talentos, além de aumentar a retenção dos colaboradores que já estão na organização. Em um momento de busca acirrada por talentos, esse é um benefício bastante significativo. A marca empregadora certamente é fortalecida. Vale lembrar que trabalhar a comunicação de forma adequada é bastante importante para colher esse benefício.

2. Redução do absenteísmo

Com uma jornada semanal reduzida, a tendência é que as pessoas faltem menos. Elas terão mais tempo para resolver problemas particulares que as levariam a faltar no dia livre da semana. Esse indicador foi observado nas empresas que já estão testando esse novo formato de trabalho e surpreende positivamente.

3. Maior balanço entre vida pessoal e profissional

O mercado de trabalho tem mudado e a maioria das pessoas hoje busca um trabalho que lhes permita ter uma qualidade de vida e uma vida social fora do trabalho. A pandemia trouxe muitas reflexões e certamente uma busca por um maior equilíbrio entrou na agenda da maioria das pessoas, como uma das prioridades a ser alcançada. Com isso as pessoas conseguem focar mais nas horas que de fato estarão trabalhando, em busca de poder desfrutar de mais tempo para si fora do expediente. A melhora da experiência do colaborador e o aumento da felicidade serão consequências muito positivas.

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4. Incentivo ao aprendizado contínuo

Com mais tempo, muitas pessoas dizem que investirão em si próprias buscando cursos e oportunidades de autodesenvolvimento. E as empresas ganham com isso, pois terão colaboradores mais bem preparados e consequentemente melhores em suas funções. Em um mundo que muda a todo tempo, a busca por novos aprendizados e oportunidades de desenvolvimento são importantes para manter a competitividade das pessoas no mercado de trabalho. Independente de termos ou não jornadas reduzidas, é importante termos na nossa agenda ações que possam contribuir para o aprendizado contínuo, o famoso “life long learning”.

5. Boa saúde mental

Um maior equilíbrio certamente contribui positivamente para a saúde mental dos colaboradores que estiverem nesse novo formato de trabalho. Em tempos que ouvimos tantos relatos de pessoas doentes devido à sobrecarga e estresse no trabalho, esse benefício é certamente algo a ser levado em consideração.

6. Reduções de custos

A partir do momento em que as pessoas passam um dia a menos no trabalho, é possível economizar em benefícios como vale refeição e vale transporte, além dos custos usuais com os escritórios, energia elétrica, insumos de escritório e até as contas de chamadas telefônicas.

Olhando o panorama no Brasil

No Brasil, vejo as empresas discutindo o tema, mas ainda de uma forma bem incipiente. Na prática, as lideranças estão acompanhando como telespectadoras o desfecho desses testes que ocorrem nos demais países, para avaliar se adotam a jornada de trabalho semanal, dependendo dos resultados que serão divulgados dessas ações.

Algumas poucas empresas por aqui já anunciaram jornadas reduzidas. De forma geral, ouço mais lideranças com olhares positivos do que negativos sobre a ação. Certamente existe uma série de barreiras e crenças a serem quebradas para que possamos ter mais organizações aderindo ao movimento.

Estamos vivendo uma fase de adaptação para as empresas em termos de redefinição do que é o formato ideal de trabalho. A redução de jornada semanal é um dos tópicos em discussão no momento, mas que deve ser testada por aqui mais para frente, provavelmente em meados de 2023, quando teremos mais organizações no Brasil migrando para experiências mais concretas.

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