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Será que estamos desacelerando?

Com a pandemia, passamos a valorizar mais a vida e o tempo com as pessoas e a ter um novo olhar para a relação com o mundo corporativo

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH 1 abr 2022, 06h48 | Atualizado em 4 jun 2026, 18h10
Imagem mostra uma mulher jovem deitada em uma rede, cochilando
 (Pexels / Ekaterina Bolovtsova/Divulgação)
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pandemia mudou a nossa relação com a vida e o mundo. Um dos grandes aprendizados é que não temos o controle de tudo. De um dia para o outro, fomos forçados a ficar em casa, as funções de trabalho foram divididas entre essenciais e não essenciais, a forma como vivíamos mudou drasticamente. Aprendemos também que é possível sermos produtivos sem estarmos fisicamente no escritório. Passamos a valorizar mais a vida e o tempo com as pessoas e a ter um novo olhar para a relação com o mundo corporativo. Há uma busca por equilíbrio entre o trabalho e a vida fora do expediente. Observo com bons olhos alguns países que reduziram a jornada semanal para quatro dias e agora ainda estudam reduzir a carga horária de cada dia. A crença é de que as pessoas focadas rendem mais.

Outra novidade veio da Organização Mundial da Saúde, com o burnout passando a ser reconhecido como uma doença de trabalho. Dentro das organizações, entra na pauta das reuniões de liderança um olhar mais atento para a própria saúde mental e a da equipe. Agora as pessoas podem e devem levantar a mão se não estiverem bem. É mais um movimento rumo ao crescimento da humanização corporativa.

Nesse contexto, temos o movimento que se iniciou nos Estados Unidos chamado The Great Resignation, ou A Grande Renúncia. Estima-se que, na segunda metade de 2021, 25 milhões de pessoas pediram demissão no país — mais do que o dobro do habitual. Entre esses profissionais, alguns partem em busca de empregos e salários melhores, outros simplesmente tiram um tempo para si. Uma reflexão constante nos relatos de quem pediu demissão foi que o trabalho deixou de representar parte de sua identidade, passando a simbolizar apenas algo que lhes permitia receber um salário no final do mês. Em contrapartida, existem também os que estão felizes com os novos modelos de trabalho e com as funções que desempenham e mais conscientes do propósito que os coloca em movimento.

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Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 79 (abril/maio) de VOCÊ RH.

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