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Digitalização: apenas 19% consideram a área de RH tecnológica

Pesquisa mostra ceticismo de profissionais de gestão de pessoas com a transformação digital. A maior parte vê o RH como "mais ou menos" tecnológico

Por Elisa Tozzi Atualizado em 28 jan 2021, 15h58 - Publicado em 27 jan 2021, 13h52

Embora a pandemia tenha acelerado a transformação digital das empresas, apenas 19% dos profissionais de RH acreditam que a área é tecnológica. O resultado faz parte de uma pesquisa realizada pela Kenoby, software de recrutamento e seleção, que ouviu analistas de recursos humanos, coordenadores gerentes, diretores, business partners, presidentes, CEOs e sócios.

O levantamento também revela que a maior parte das companhias (39%) ainda está avaliando o investimento em tecnologias de gestão de pessoas; que, na visão de 59,5% dos entrevistados, o setor de pessoas é “mais ou menos” tecnológico ou automatizado; e que apenas 37,5% das companhias vê a implantação de novas tecnologias como prioridade.

Felipe Sobral, diretor de marketing da Kenoby,conversou com VOCÊ RH sobre os resultados da pesquisa. Leia a entrevista a seguir.

O que falta para a área de RH se digitalizar?  

Nos últimos anos, o RH tem passado por uma transformação no seu posicionamento interno. A área vem se empoderando para que seja vista como um departamento estratégico e não somente de “apoio”. Hoje, ainda há uma dificuldade para que sejam priorizados projetos de RH que demandem investimento financeiro, como a contratação de tecnologias.

Quanto mais a alta gestão da companhia compreender o impacto do investimento em recursos humanos nos resultados do negócio, mais oportunidades surgirão. Por isso, é importante que o time de RH esteja engajado e empoderado para transformar este paradigma de dentro para fora da empresa.

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  • As novas formas de trabalho que estão surgindo e devem se consolidar no pós-pandemia estimularão a transformação digital no RH?

    Sim. O isolamento social nos fez utilizar o ambiente digital e a internet com mais frequência, o que provocou o estímulo ao uso da tecnologia. Em consequência, o RH tem percebido as grandes forças deste modelo de trabalho. O trabalho remoto expande os limites físicos onde a empresa se situa e faz com que a geografia não seja um impeditivo para aquele colaborador. Isso permite que, quando possível, a companhia possa contratar pessoas ao redor do país e do mundo.

    Além disso, as experiências de admissão e onboarding se tornaram mais flexíveis, fazendo com que a presença física não seja mais obrigatória, impactando na experiência do colaborador. Sem contar a eliminação do desperdício de tempo com a locomoção, que proporciona uma maior qualidade de vida para o time. E esta conexão remota, ou seja, à distância, só é possível por meio da internet e das tecnologias que auxiliam o RH.

    Experiência do funcionário, avaliação de desempenho e recrutamento estão entre as três prioridades do RH em termos de transformação digital. Por que esses tópicos são importantes?

    A nossa percepção é que a experiência do colaborador aparece em primeiro lugar justamente porque essa é a principal responsabilidade do RH moderno. E, em meio ao trabalho remoto, no qual estamos sem a conexão física para analisar como está a experiência dos nossos talentos, fica ainda mais necessária uma ferramenta digital.

    O mesmo pode se aplicar à avaliação de desempenho, visto que é necessário que possamos medir a performance dos talentos da empresa para que a sua jornada seja recompensada. E, por fim, o recrutamento e seleção, que também precisou se ajustar, levando em conta que não é mais possível realizar testes, dinâmicas e entrevistas presenciais.

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