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Tech Recruiter: como contratar profissionais de tecnologia

Com mais empresas investindo em recursos tecnológicos, surge também uma alta demanda pela contratação de profissionais especializados

Por Redação Atualizado em 22 nov 2021, 14h22 - Publicado em 24 nov 2021, 07h00

O mercado de tecnologia está aquecido. Em 2021, o crescimento na oferta de vagas foi de 46,2%, segundo dados do Banco Nacional de Empregos (BNE), que elencou as áreas de desenvolvimento, programação e técnica em TI como as mais promissoras. Para acompanhar esse crescimento, a demanda por recrutadores capazes de contratar profissionais altamente especializados, que ainda são escassos, também está aumentando. No atual cenário, as empresas competem entre si não apenas para atrair, mas para reter esses talentos.

A previsão da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) é de que, até 2024, mais de 400 mil vagas de emprego voltadas para a tecnologia sejam criadas. Nesse contexto, o tech recruiter, profissional especializado em recrutar candidatos do setor de tecnologia com base, principalmente, em habilidades técnicas, torna-se essencial.

A importância do tech recruiter

Frente ao avanço expressivo do mercado, cabe aos profissionais de recursos humanos suprirem a demanda de forma escalável e por meio de processos seletivos que não durem longos meses – muitas empresas perdem boas contratações por causa de processos demorados e ineficientes. O momento pede por triagens mais objetivas, que começam com descrições claras das especificidades da vaga.

Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, empresa de educação para o mercado digital, diz que o recrutamento tradicional é mais passivo. “Já o processo seletivo em que há a atuação de um tech recruter é mais ativo: o recrutador faz hunting, vai a comunidades para divulgar a vaga ou o contato da companhia, aborda perfis específicos nas redes”, afirma Guilherme.

E os desafios do RH não param por aí. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, no Brasil, somente 20% dos profissionais de tecnologia são mulheres. Apesar da representação escassa, o número de mulheres em TI cresceu 60% nos últimos cinco anos, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Boa notícia.

Uma pesquisa da McKinsey Diversity Matter indica que a equidade entre homens e mulheres faz com que a empresa tenha uma performance 15% acima de seus concorrentes que não adotam a mesma prática. Além disso, dados da ONU mostram que companhias com lideranças femininas registram resultados até 20% melhores do que as demais.

Além de contar com o profissional de tech recruiter, muitas empresas estão investindo na metodologia Education Recruitment, que incorpora ao processo seletivo um programa de treinamento. Nessa proposta, os candidatos que se saem melhor no curso são contratados.

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