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Procura por terapia triplica às segundas-feiras

Levantamento feito pela Telavita também revelou que as mulheres procuram por terapia três vezes mais que os homens

Por Redação Atualizado em 10 dez 2021, 14h33 - Publicado em 13 dez 2021, 07h00

Em março de 2020, houve um pico nas buscas pelo termo “terapia” no Google. A partir desse período, a procura por “atendimento online” dobrou no buscador, em comparação com os meses anteriores. Um levantamento realizado pela clínica digital de saúde mental Telavita aponta que essa tendência só se intensificou: no primeiro semestre de 2021, houve um aumento de 400% na procura pelo serviço em relação ao mesmo período do ano passado.

Com base em mais de 50 mil sessões realizadas, a clínica ainda conseguiu identificar que profissionais das áreas de tecnologia, saúde e comunicação são os que mais têm utilizado os serviços – e a procura triplica às segundas-feiras.

“Na pandemia, os índices de sobrecarga de trabalho explodiram, com muitos profissionais tendo que aumentar as horas trabalhadas para atender a demanda”, afirma Milene Rosenthal, psicóloga e cofundadora da Telavita. “Mas, quando não se coloca um limite nas atividades profissionais, existe um aumento significativo do estresse, que pode levar a um esgotamento mental e emocional, impactando diretamente a produtividade e levando até mesmo ao desenvolvimento de um transtorno mental.”

Sobre a alta demanda às segundas-feiras, Milena diz que as pessoas costumam ver nesse dia da semana uma referência ao recomeço, um retorno ao cotidiano, ao trabalho e às responsabilidades. “Realizar a terapia no começo dessa jornada pode ser um reforço importante para lidar bem com todas essas questões e manter a evolução do processo terapêutico”, afirma.

O período matutino é o preferido de 35% dos usuários para realizar as consultas, especialmente entre 8h e 10h. Apenas 9,5% escolhem o horário das 18h. O levantamento também mostrou que as mulheres são as que mais procuram por terapia – três vezes mais que os homens, representando 72% do público atendido.

Esse dado pode refletir uma questão cultural, já que, muitas vezes, os homens são ensinados a não demonstrar ou falar sobre suas emoções. “Alguns relatam que preferem entender suas atitudes e achar soluções sozinhos, pois existe uma preocupação em relação ao que os outros vão pensar”, diz a psicóloga. “Passar essa imagem de homem ‘forte e corajoso’ traz uma sensação de muitos benefícios, mas, na verdade, pode ser prejudicial à saúde mental, já que existe um acúmulo de emoções e questões mal resolvidas que pode gerar transtornos mentais.”

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