Ano novo, vida nova: veja três dicas para aumentar a felicidade no trabalho
Sobrecarga, desmotivação e ambientes tóxicos são os principais problemas das empresas quando o assunto é saúde mental. Veja como mudar esse cenário

A grande maioria (72%) dos brasileiros se sente estressada no trabalho – e 32% sofre com o burnout, segundo a International Stress Management Association. Para completar, somos o segundo país mais ansioso do mundo, segundo a OMS.
Ou seja: não basta falar sobre felicidade no trabalho. As empresas precisam adotar medidas práticas para reduzir a sobrecarga e a desmotivação dos profissionais.
Por isso, selecionamos três dicas de uma especialista no assunto: Renata Rivetti, fundadora e CEO da Reconnect.
Ela defende que, atualmente, as empresas enfrentam três grandes desafios. “Um deles é a sobrecarga – todos trabalham muito, mas nem sempre trabalham bem. O segundo é a desmotivação geral, e o terceiro são os ambientes tóxicos de comando e controle, medo, abuso e assédio”, explica Renata.
Confira as três recomendações da executiva para mudar essa realidade:
- Reveja o excesso de reuniões. De forma geral, os profissionais reclamam que, com tantas reuniões na agenda, não sobra tempo para trabalhar de fato. “É preciso que exista um diálogo com a liderança e até mesmo com o RH, para que entendam a importância de diminuir essa quantidade”, argumenta Renata.
- Crie momentos de hiperfoco. Ao reduzir as reuniões, aparecerá tempo livre no expediente. Aproveite-o adicionando períodos de hiperfoco na agenda. “É imprescindível que os profissionais tenham momentos planejados para trabalhar com mais foco e concentração, sem tentar ser multitarefa, trabalhando durante reuniões, por exemplo.”
- É preciso construir ambientes seguros. A especialista defende que ainda há muitos ambientes tóxicos nas empresas, encabeçados por líderes que ainda se baseiam no modelo autoritário de comando e controle.
“Portanto, é necessário construir ambientes que sejam seguros psicologicamente, onde as pessoas possam falar sobre suas dúvidas, preocupações e erros sem medo de serem punidas. Para isso, os profissionais precisam ter um canal aberto para conversar com seus líderes e com o RH.”
A mudança de um ambiente tóxico para um ambiente seguro não depende somente dos funcionários, claro. Mas eles podem (e devem) levar os problemas do cotidiano para a área de gestão de pessoas – e receber auxílio.