Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês
Foto de Fábio Milnitzky Fábio Milnitzky Sócio fundador e CEO da iN, consultoria de propósito e gestão de marcas

Recomeçar e reconectar: princípios levam à evolução de negócios e culturas

Os primeiros dias de 2022 oferecem a oportunidade de repensar estratégias e atuar para a progressão de nossas ambições como gestores

Por Fábio Milnitzky, colunista de Você RH 4 fev 2022, 17h12

O começo do ano carrega a tradição simbólica do recomeço. Jasão, que inspira o nome do primeiro mês de nosso calendário – janeiro – era um deus romano com duas faces: uma se voltava para trás. A outra, para frente. É o momento das reconexões e projeções, que estimulam reflexões fundamentais para pessoas e para os negócios.

Confirmamos, nestes primeiros dias de 2022, que a turbulência que marcou nossos últimos anos continuará. Com a variante Ômicron, a pandemia poderá atingir milhões de brasileiros já em fevereiro, segundo projeções da Universidade de Washington. Analistas preveem eleições difíceis e a economia, com suas projeções modestas e na lanterna dos países emergentes, segundo o FMI, preocupa.

O momento pede, portanto, por uma nova – e definitiva – postura das empresas, com um olhar consciente sobre o quadro em que vivemos. Prosperar passa por compreender que as organizações devem cumprir cada vez mais um papel significativo na promoção de senso e sentido para a vida das pessoas. Às organizações líderes caberá, inclusive, promover o ambiente para contribuir com a diminuição das incertezas que existem e daquelas que ainda estão por vir.

Estas organizações são aquelas que se perguntam constantemente sobre a marca que elas desejam deixar na sociedade. Sabem que o lucro surgirá na medida em que elas observam necessidades humanas e atuam para auxiliar na resolução dos problemas. Não é obrigação delas cumprir um papel social, mas sim, inspirar. Conectadas com o mundo e motivadas pelo propósito e valores,  fazem valer o entendimento de por que existem. Os exemplos são variados. O Banco Safra, que traz na sua cultura a preocupação de cuidar do futuro, direcionou R$ 50 milhões para entidades de saúde durante a pandemia. Já a BRF, que mantém como propósito promover uma vida melhor, tem investido em uma série de startups que facilitam acesso e eliminam o desperdício de comida para mais de 19 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar.

Continua após a publicidade

Refletir os espaços e o papel que as organizações devem ocupar em momentos difíceis, portanto, ressalta e reforça o entendimento de que o mundo tem necessidades. E que, a partir deste reconhecimento, é possível ajudar. Assumir este protagonismo traz efeitos práticos: empresas movidas pelos seus propósitos têm retorno financeiro até 5,5 vezes maiores do que aquelas que não atuam desta forma, segundo a startup Humanizadas. Já a Harvard Business Review verificou que colaboradores que atuam em organizações com propósito demonstram o dobro de satisfação no trabalho – e são três vezes mais propensos a se manter na empresa atual. Quando um funcionário abraça o propósito da organização, ele acredita naquilo que faz, no porquê e para quem ele faz.

Estes resultados mostram como, ainda, o trabalho deixou há muito de ser apenas uma questão de salários e benefícios. Gestores que atuam com base em propósitos têm em mãos um norte eficiente para disseminar a cultura e estimular o senso de identificação de seus participantes com uma marca. Mais ainda, pesquisa feita recentemente pela iN, em parceria com o CiLbab da ESPM, apontou que 53% dos respondentes já deixaram de aceitar uma proposta de trabalho – ainda que financeiramente atrativa – por considerar que a empresa não se preocupa com o bem-estar dos seus funcionários.

Provocar a evolução passa agora por unir boas condições de trabalho a uma cultura organizacional pautada por valores e que contribui diante das necessidades do mundo.  Este é o conjunto que dá sentido à trajetória das pessoas. Esse alinhamento só é possível por meio da decisão de olhar para um cenário incerto e torná-lo plataforma para transformação. Uma mudança que pode e deve ser abraçada por todos, compartilhada a partir da estratégia e da comunicação bastante clara entre líderes e seus colaboradores. Trabalhando dessa forma é mais fácil garantir, mais do que nunca, a conexão entre o que fomos, o que somos, e o aquilo que poderemos ser. O tempo não deixa de seguir seu fluxo. Cabe a nós tirar dele o melhor.

Compartilhe essa matéria via:

Quer ter acesso a todos os conteúdos exclusivos de VOCÊ RH? É só clicar aqui para ser nosso assinante.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Continue no caminho para se tornar uma referência. Assine VC RH e continue lendo

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Acesso ilimitado ao Site da VOCÊ RH, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Cobertura de cursos e vagas para desenvolvimento pessoal e profissional.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo da VOCÊ RH! Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da VOCÊ RH, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Pautas fundamentais para as lideranças de RH.

Cobertura de cursos e vagas para desenvolvimento pessoal e profissional.

Receba todo bimestre a VOCÊ RH impressa mais acesso imediato às edições digitais no App VOCÊ RH, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês