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Foto de Isis Borge Isis Borge Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Troquei de emprego e não deu certo: o que fazer?

É comum as pessoas aceitarem uma oferta sem investigar mais a fundo a cultura e o momento do novo empregador. Saiba o que fazer depois de uma escolha errada

Por Isis Borge, colunista de VOCÊ RH Atualizado em 25 abr 2022, 14h20 - Publicado em 7 abr 2022, 15h37
É

muito comum as pessoas aceitarem uma proposta de emprego sem investigar mais a fundo a cultura e o momento da nova empresa empregadora. Outras não aproveitam o processo de seleção para verificar detalhes das atividades a serem desempenhadas e, quando finalmente ingressam na nova organização, não gostam do desafio. Nesses e em outros casos, é comum que os profissionais fiquem desesperados pela sensação de terem feito a escolha errada.

Crie uma estratégia e migre para outra companhia

Eu costumo oferecer a seguinte orientação: se, de fato, você observou que não gostou da empresa por aspectos que não estão sob o seu controle, o ideal é partir em busca de outro desafio. Enquanto isso, assuma o mínimo de responsabilidades na organização em que está empregado. Quanto antes conseguir migrar para outra companhia, melhor!

Prepare-se para justificar a rápida movimentação a um próximo potencial empregador

Se isso acontecer com você, não se sinta mal por isso. A situação pode acontecer com qualquer um. Inclusive, na entrevista em busca de um novo trabalho, opte pela sinceridade quando for questionado sobre os motivos da rápida passagem pela empresa. Vai existir sempre uma preocupação por parte do novo empregador diante de alguém que acabou de entrar em uma organização e já está buscando uma movimentação. Pode ser que alguns gestores não estejam abertos a te contratar, mas outros vão entender, principalmente se sentirem transparência e verdade no seu discurso.

Reflita e pesquise

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Para evitar entrar novamente em uma fria, invista um tempo na investigação do que é importante para você. O que costuma te incomodar no dia a dia de uma empresa? Ao receber uma proposta, investigue bastante sobre a empresa, incluindo o histórico da área e da posição, o momento da companhia no mercado, a cultura da organização e, se possível, o perfil do gestor da vaga e dos pares de trabalho.

Na próxima entrevista, faça perguntas para quem estiver te recrutando

Os recrutadores e gestores da vaga devem sempre ser os mais verdadeiros possíveis durante o processo seletivo, apresentando ao candidato o que ele deve esperar da oportunidade. Acredito que não adianta camuflar algo que a pessoa vai descobrir ao entrar na empresa. O melhor caminho é sempre a honestidade. Melhor levar mais tempo e contratar a pessoa certa. Mas, caso a pessoa responsável pelo processo não ofereça muitas informações, pergunte.

Às vezes, mesmo com a empresa sendo transparente sobre a realidade do trabalho, o candidato diz que está disposto e, na prática, quando ingressa na companhia vê que não dá conta da situação e acaba saindo em pouco tempo. Acontece, mas, pelo menos, nesses casos os gestores têm a consciência tranquila de que falaram a verdade. O que acontece, em alguns casos, é que existem realidades corporativas mais pesadas que outras e, às vezes, as pessoas acham que vão aguentar bem um cenário quando, na verdade, não irão.

Aos recrutadores: sejam estratégicos e sinceros no processo seletivo

Uma alternativa para tentar investigar como será a resiliência de determinado profissional é na checagem de referências. Investigue bem a fundo o aspecto comportamental do candidato com empregadores anteriores. Nas entrevistas, busque exemplos e dados de situações que possam comprovar que aquela pessoa já esteve em situações parecidas com as que a empresa vai oferecer e se saiu bem. Contratar alguém que venha de organizações com culturas muito diferentes da realidade da sua companhia pode ser um sinal de risco na adaptação. Nesse caso, tem mais chance de funcionar se a pessoa se incomodava com a cultura anterior. Mas cuidado, alguém que ficou anos sob uma cultura dificilmente é tão diferente assim daquela organização mesmo sinalizando algum ponto que o incomodava.

Eu, como recrutadora, sei que tenho uma responsabilidade imensa ao ajudar as pessoas a migrarem de uma empresa para outra. Para dormir com a consciência tranquila, sempre opto por ser sincera sobre todas as informações relacionadas à empresa e o processo seletivo. Costumo fazer uma comparação bastante clara sobre diferenças entre culturas e climas organizacionais para que as pessoas tenham dados suficientes para tomarem a decisão mais adequada para suas carreiras.

Fica aqui o conselho, precisamos de processos seletivos transparentes para começarmos uma relação de confiança duradoura com o novo colaborador. Um contrato de trabalho, ao meu ver, é igual a um casamento. Relacionamento nenhum pode durar quando começa com mentiras ou omissões. As duas partes precisam se conhecer bem e de forma verdadeira para que a relação dê certo. Não existe nada pior do que um colaborador revoltado com a empresa na qual acabou de ingressar por constatar que douraram a pílula durante o processo seletivo, quando, na realidade, ela não reluz tanto assim.

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