A executiva de RH da Vivo que foi promovida durante a gravidez
Neste mês da mulher, conheça a história de Ana Cecilia Simões, que virou diretora quando estava com cinco meses de gestação.

Diante de muitos casos de mulheres que são deixadas de lado pela empresa onde trabalham ao engravidar, excluídas de um plano de carreira ou até demitidas, a Vivo dá um exemplo bonito do que se fazer quando essa profissional é competente, independentemente do momento de vida dela.
Foi o que aconteceu com Ana Cecilia Simões. Quando estava com cinco meses de gravidez, a executiva, na época gerente sênior de uma área do RH, foi promovida a diretora de Gestão de Talentos e Transformação Cultural.
Era tempo de pandemia ainda forte, em 2021, e a prioridade absoluta da vida de Ana Cecilia era a gestação. “Meu foco estava totalmente nessa revolução pessoal, então, de certa forma, eu me sentia confortável na cadeira que ocupava, pois conseguia tocar os trabalhos com certa tranquilidade enquanto lidava com a gravidez. Quando o diretor da época foi para a área de remuneração e benefícios, fui promovida, ainda que tudo que eu quisesse naquele momento era apenas ser uma mulher grávida”, ela conta. “Eu não desejava outra coisa, mas a vida não é linear, ela não segue os nossos planos. De certa forma, acho que eu já estava esperando por isso há algum tempo, então pensei ‘agora é a hora, essa é a minha chance’.”
Ainda que Ana Cecilia já tivesse bastante exposição junto ao comitê executivo da empresa, ser promovida com mais da metade do período de gravidez foi uma feliz surpresa. Também surpreendente foi todo o processo que envolveu sua promoção. “Fiz entrevistas aqui, fiz entrevistas no global, com nosso vice-presidente, e em nenhum momento alguém tocou no assunto da gravidez. Não tive de dar explicação nenhuma. Trabalhei já como diretora até faltar dez dias para o parto, e também nesse período nunca fui questionada. Isso me deu uma impressão ainda melhor da empresa. Quando falo bem da Vivo no onboarding de algum talento novo aqui, falo com propriedade, porque vivi esse acolhimento.”
A volta da licença-maternidade
A executiva ficou seis meses e 20 dias em licença-maternidade, e diz que a volta foi seu maior desafio. Porque então precisou conciliar o grande foco de sua vida, uma menininha bebê de 6 meses, com as novidades do cargo e da própria empresa. Afinal, o universo dos negócios é muito dinâmico, a Vivo segue em linha com as transformações do mercado, e Ana Cecilia Simões voltou para encontrar novas responsabilidades numa organização que mudava rapidamente. “Tive muito acolhimento na volta, tanto da minha VP quanto da minha equipe. Deram-me tranquilidade e a flexibilidade que a maternidade exige, porque havia horário para buscar minha filha na escola, para levá-la a alguma consulta. O desafio foi ter saído de um período só focada na criação desse bebê, que já é uma experiência inédita, de aprendizado contínuo e descobertas, para um negócio que muda de forma muito veloz. Foi como se eu tivesse pousado em outro planeta. Até eu entender tudo o que estava acontecendo, os novos processos, foi complicado. Mas recebi um apoio fundamental de outras mulheres na empresa que já haviam voltado de licença-maternidade”, diz ela.
Empresa tem programa que apoia gestantes
Na Vivo, essas mães têm o suporte do Programa Vivo Mais Família. Um acompanhamento que vai do pré-natal até os 12 meses de vida do bebê, com visita domiciliar de um enfermeiro após a alta hospitalar ou após o primeiro mês de adoção. Também há apoio psicológico e de carreira, com cursos e rodas de conversa sobre os desafios pós-parto e os primeiros cuidados da criança.
Para que esse re-onboarding seja o mais tranquilo possível, o programa ainda realiza letramentos voltados à liderança para sensibilização, capacitação e expectativas dos gestores após o período de afastamento da colaboradora.
“Minha paixão pela empresa cresceu muito nesse período, porque a minha experiência foi muito boa”, diz a nova diretora. “Todo o cuidado que tiveram comigo no processo seletivo para o cargo, quando eu finalmente sentei na nova cadeira, quando eu saí para ter minha filha, quando eu voltei… Senti na pele que a Vivo reafirmou seu compromisso com a equidade de gênero e a diversidade. E é numa empresa assim que me sinto feliz em trabalhar.”