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Liderança

Marcelo Pimentel, CEO da Marisa, gosta de ser transparente

O executivo faz reuniões semanais com todos os funcionários para informar sobre a empresa e tirar dúvidas

por Elisa Tozzi Atualizado em 14 abr 2021, 22h35 - Publicado em
16 abr 2021
08h20
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aranaense criado no Rio de Janeiro, Marcelo Pimentel, de 48 anos, é apaixonado pelo varejo. A conexão com o setor vem desde a infância, quando usava a mesada para comprar e revender balas da doceria do bairro. Com passagens por Walmart e Grupo DPSP, ele está desde 2017 nas Lojas Marisa, onde se tornou CEO há cerca de dois anos. A pandemia de covid-19 fez com que a companhia acelerasse sua transformação digital e consolidasse seu e-commerce, que nasceu em 1999. “Acredito que o futuro será híbrido. As pessoas gostam de interação”, diz o executivo em entrevista para VOCÊ RH.

  • Sua carreira no varejo é longeva. O que o atraiu para a área?

    Sou varejista desde criança: quando recebia mesada, eu ia correndo comprar doces e saía vendendo na rua. Alguns amigos até iam perguntar para meus pais se a gente estava com problemas financeiros, porque eu estava vendendo doces na rua. O varejo está comigo desde sempre. Tanto que meu primeiro trabalho, aos 18 anos, foi como vendedor de carros numa concessionária no Rio de Janeiro — como sou apaixonado por Fórmula 1, queria trabalhar com automóveis.

    Uma de suas primeiras experiências foi na Inglaterra. Como chegou até lá?

    Em 1997, terminei a faculdade, mas não falava inglês fluente e sabia que ter o domínio da língua seria importante para o futuro. Estava recém-casado, e minha esposa e eu decidimos vender tudo para morar na Inglaterra. A ideia era ficar um ano estudando, mas moramos durante 14 anos, nossas filhas nasceram lá.

    Enquanto eu estava fazendo uma pós-graduação em negócios, surgiu a oportunidade de participar de um programa de trainee de uma grande rede de supermercados inglesa. Fui aprovado e trabalhei ali por dois anos, quando me convidaram para uma vaga no Walmart. No total, foram 11 anos na Inglaterra. Isso me trouxe grandes aprendizados sobre performance e busca por resultados do jeito certo. É algo que tenho praticado em toda a minha carreira.

    Suas habilidades de liderança foram colocadas à prova na crise da covid-19?

    Com a pandemia, eu me senti como se tivesse acabado de virar CEO. Liguei para vários mentores, profissionais muito experientes, para entender a visão deles. Mas ninguém nunca tinha passado por algo assim. O que eu sabia era que precisaria ser mais transparente. Então, desde 17 de março do ano passado, tenho uma agenda semanal de conversas virtuais com toda a empresa, sempre às quintas, das 8 às 9 horas.

    Este é um trecho de entrevista publicada na edição 73 (abril / maio) de VOCÊ RH. Para ler o texto completo, compre a edição 73 de VOCÊ RH, que já está nas bancas de todo o país. Ou clique aqui para se tornar nosso assinante e tenha acesso imediato à edição digital, disponível para Android e iOS.

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