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Quer aumentar a produtividade? A educação está no cerne do problema

As empresas acham difícil encontrar profissionais prontos para o mercado. Por isso, devem investir cada vez mais na capacitação de funcionários e stakeholders.

Por Mariana Achutti, em colaboração especial para a Você RH*
Atualizado em 19 dez 2024, 15h04 - Publicado em 19 dez 2024, 15h03
Imagem de Seta de artesanato de papel multicamadas no alvo do alvo na vista frontal do fundo vermelho.
 (MirageC/Getty Images)
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Eis uma dor crônica de todas as empresas com quem eu trabalho: a busca incessante pela produtividade. Muitas vezes, trata-se desse assunto como se ele fosse específico do mundo corporativo. Mas precisamos nos aprofundar na questão, se quisermos resolvê-la, e olhar para a sociedade brasileira.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria, a produtividade das indústrias brasileiras caiu 1,2% entre 2013 e 2023. E continua caindo: 1,4% no primeiro trimestre deste ano e 0,3% no segundo.

Enquanto isso, o envelhecimento da população brasileira e a redução de sua parcela economicamente ativa vão exigir mais recursos para o País garantir a qualidade de vida dos mais velhos. Ou seja: a única forma de fechar a conta é aumentando nossa produtividade.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia, o índice brasileiro de produtividade foi de 0,3% ao ano entre 1981 e 2019. Na Coreia do Sul, por exemplo, o índice atual é três vezes maior – e eles estavam empatados conosco ainda na década de 1970. Já nos Estados Unidos, o índice é de 2% – e se mantém igual há um século.

Empresas-escola

Um dos problemas por aqui é a educação. O número de alunos matriculados em escolas está crescendo, é verdade. Em 2023, foram 9,9 milhões, mais do que nos últimos nove anos. Mas estamos em 62º lugar no ranking de competitividade da escola de negócios suíça IMD, por exemplo, que avalia 64 países em mais de 300 indicadores.

Hoje, os profissionais estão aquém das habilidades necessárias para a transformar a economia e a cultura; para desenvolver e adotar novas dinâmicas de trabalho. As empresas já entenderam que isso gera escassez de talentos e, consequentemente, uma grande dificuldade em contratar pessoas que estejam prontas para o mercado.

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Por isso, cada vez mais elas devem se tornar empresas-escola, que quebram as barreiras organizacionais e promovem educação para seus colaboradores, mas também para consumidores e fornecedores. 

Grandes empresas como Google e Amazon, por exemplo, afirmam que sua eficiência operacional se deve ao investimento em educação corporativa. A IBM, por sua vez, assumiu o compromisso de treinar 30 milhões de pessoas com foco em inteligência artificial – até agora foram 11,5 milhões. O principal objetivo? Fomentar a inovação e garantir vantagem competitiva.

Por aqui, estamos pavimentando o caminho para a consolidação das empresas-escola. Segundo um levantamento do Linkedin, 20 entre as 25 melhores empresas para carreira no Brasil investem na educação de seus colaboradores. 

Já em um levantamento da HR First Class, 73% dos entrevistados afirmaram que a educação corporativa beneficia todo o ecossistema – e 95% acreditam que esse é o melhor instrumento para alinhar os colaboradores à cultura da empresa e reter talentos.

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Que tipo de produtividade almejamos?

Há um ano, pelo menos, começamos a falar sobre produtividade tóxica – aquela que tentamos alcançar a qualquer custo – e seu impacto negativo na saúde mental. Além de tudo, ela tem vida curta. Não se sustenta. Porque trabalhar mais não significa trabalhar melhor.

Acredito, com base na minha experiência de mais de 15 anos em educação corporativa, que a virada de chave será uma mudança de perspectiva sobre o trabalho.

Teremos que reinventar as formas de trabalhar e de se desenvolver profissionalmente. Hoje, temos metodologias ágeis, ferramentas de inteligência artificial e muitos outros instrumentos que podem nos ajudar nessa missão de otimizar o trabalho. Tudo isso envolve, claro, educação de qualidade.

É por isso que tantas empresas não conseguem enfrentar o problema da produtividade: elas não tratam do assunto com profundidade. Enganam-se os profissionais de RH que tentam resolver a questão com treinamentos rápidos e baratos de escolas executivas que enxergam a educação apenas como uma mercadoria digna de promoção na Black Friday.

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* Mariana Achutti é fundadora e CEO da empresa de educação corporativa Newnew.

 

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