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Maioria é pega de surpresa na demissão, indica pesquisa

Profissionais ouvidos pela consultoria Produtive acham que líderes não sabem demitir

Por Caroline Marino
Atualizado em 27 jan 2023, 10h19 - Publicado em 17 out 2022, 09h06
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eis em cada dez profissionais dispensados do trabalho acreditam que os líderes não sabem demitir. E 61,4% dizem ter sido pegos de surpresa com a decisão. É o que mostra uma pesquisa da consultoria Produtive com 417 participantes realizada em maio e julho de 2022, a que VOCÊ RH teve acesso exclusivo. “Uma saída malfeita gera uma série de dificuldades em quem deixa a companhia, até para organizar a sequência da carreira. E cria-se no mercado uma imagem ruim, de que a empresa trata mal as pessoas, não se preocupa com o desligamento, nem valoriza quem fez parte do time”, diz Rafael Souto, presidente da Produtive. Segundo ele, independentemente de a companhia estar passando por uma fase de demissão em maior escala, é essencial definir um processo de offboarding. “Isso inclui o treinamento dos líderes e a definição de como será a comunicação, quem será o responsável pela parte operacional, se a empresa oferecerá assessoria de recolocação, se o plano de saúde será estendido e toda a parte mais burocrática”, diz. Veja os principais achados da pesquisa.

Seu gestor foi claro no feedback que levou à demissão?

(1 = NADA CLARO 5 = MUITO CLARO)

1 — 35.7%

2 — 17.7%

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3 — 16.1%

4 — 10.1%

5 — 20.4%

A demissão é um processo que se inicia muito antes da decisão de dispensa. Seja por motivo de desempenho, reestruturação da organização, seja por redução de custos, deve ser pensada e planejada desde o início, considerando não somente os motivos, mas também os critérios de escolha.

Você sentiu abertura para pedir mais informações sobre a decisão da demissão?

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(1 = NENHUMA ABERTURA 5 = MUITA ABERTURA)

1 — 40.8%

2 — 19.2%

3 — 14.9%

4 — 9.4%

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5 — 15.8%

A falta de informações sugere ausência de acolhimento e empatia. Essa situação deixa o profissional desconfortável para perguntar e confrontar sua percepção a respeito da demissão. Provavelmente, na ausência de diálogo, o funcionário se sente traído, desconsiderado e tratado como uma ameaça à organização.

Você sentiu que seu gestor estava preparado para o momento?

(1 = NADA PREPARADO 5 = MUITO PREPARADO)

1 — 43,4%

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2 — 15.8%

3 — 15.3%

4 — 10.3%

5 — 15.1%

Esse despreparo pode ser percebido pela falta de informações, de proximidade e de empatia, o que acontece quando a demissão é feita por terceiros ou quando o líder não prepara o processo com respeito e cuidado, fazendo a comunicação de forma improvisada.

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A forma como ocorreu a demissão foi empática?

1 = NADA EMPÁTICA 5 = MUITO EMPÁTICA

1 — 40.8%

2 — 16.5%

3 — 15.6%

4 — 11.3%

5 — 15.8%

Clareza, empatia, transparência e respeito foram os termos mais citados pelos respondentes e que ilustram a necessidade de um maior cuidado das organizações com o ciclo de offboarding.

Demissão coletiva

Muitos entrevistados relataram decepção e frustração com a impessoalidade e o descaso com o qual alguns processos de demissão coletiva foram realizados. Ao notarem o discurso padrão, disfarçado de tratamento pessoal e individualizado, têm a percepção de quebra do contrato psicológico e se sentem traídos. O funcionário não quer se sentir “mais um”, porque é único — deseja (e deve) ser tratado com respeito, uma vez que o tempo, a energia e o esforço despendidos no trabalho foram, para ele, pessoais.

A voz deles

“Não houve nenhuma sinalização antes da demissão, não teve um plano de ação, não teve um PDI [plano de desenvolvimento individual], nada que pudesse ser feito por mim para evitar a demissão. Não foram claros, alegando apenas reestruturação.”

“Falam muito em dar feedback, porém não dão. Tentam divulgar uma imagem de empresa preocupada com os colaboradores, mas não se preocupam. Ser claro e objetivo, apontar o porquê da demissão, é o mínimo!”

Fonte: pesquisa O Processo de Offboarding: o impacto do processo de demissão na carreira dos indivíduos, da Produtive (2022)

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