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O Prezunic oferece Telecurso durante o expediente

Os estudos remotos são acompanhados por uma professora contratada para cada loja

Por Michelle Aisenberg
Atualizado em 5 dez 2020, 20h49 - Publicado em 26 mar 2013, 17h24

Rio de Janeiro (RJ) – No final do ano, um susto. Os quase 8.000 funcionários da rede de supermercados Prezunic foram pegos de surpresa com a notícia da venda da empresa para o Grupo chileno Cencosud. Passada a tensão dos primeiros contatos com o novo dono e confirmado que ninguém perderia o emprego, hora de voltar ao trabalho.

E haja trabalho. As novas metas preveem dobrar o número de lojas, atualmente com 61 unidades, até 2015. As estratégias para atingir esse objetivo ainda estão sendo traçadas, mas de uma coisa o RH do Prezunic já tem certeza: suas iniciativas de gestão de pessoas serão mantidas e servirão de modelo para as demais companhias do grupo, até mesmo em outros países da América Latina.

Tanto que alguns profissionais têm viajado para compartilhar as boas práticas que chamaram a atenção dos chilenos. Uma delas é o investimento na formação dos empregados, que muitas vezes ainda nem terminaram o Ensino Médio ou o Fundamental. Para reduzir essa lacuna, a empresa oferece aulas do Telecurso durante o horário do expediente, com uma professora contratada para cada loja.

Em 2011, 290 alunos concluíram o programa e receberam seu diploma. Os treinamentos também são constantes e receberam no ano passado 980.000 reais de investimento, com destaque para a Loja Formadora, principal ferramenta de capacitação tanto para funcionários do nível operacional quanto gerencial.

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É lá que os recém-chegados fazem uma imersão de sete dias antes de começar a atuar nas lojas e os gerentes fazem reciclagem ou rodízio entre as diferentes seções do supermercado. Em 2011, a grande novidade foi a organização do Programa Estágio. Aberto a todos, permite que o empregado faça treinamentos de seis horas semanais na área em que gostaria de trabalhar.

“A procura tem sido muito grande e isso tem facilitado muito o nosso programa de sucessão, além de mudar a visão de que a empresa é a única responsável pela carreira de seus funcionários”, diz Ronaldo Leal, gerente de RH do grupo.

PONTO(S) POSITIVO(S) PONTO(S) A MELHORAR
A empresa contrata pessoas com diagnóstico de transtorno mental para resgatar sua cidadania. Hoje, conta com 46 empregados com esse perfil. Falta uma política de equiparação salarial. Há funcionários que realizam a mesma função em vários setores da loja, mas recebem salários diferentes.
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