Construindo novos caminhos da liderança: é preciso desafiar o status quo
É tempo de romper com as crenças limitantes e abrir portas para uma gestão de pessoas mais consciente, autêntica e adaptada.

Já passou um quarto do século 21, e este momento exige uma nova forma de pensar e agir, especialmente para aqueles que ocupam posições de liderança. O ritmo acelerado das mudanças e a constante renovação nos convidam a desconstruir velhos hábitos e abraçar novas perspectivas
Meu convite é para desafiar velhos hábitos, romper com crenças limitantes e abraçar novas perspectivas, abrindo caminho para uma liderança mais consciente, autêntica e alinhada aos desafios do futuro. E, nessa trajetória, desaprender é a chave para a evolução.
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein)
Desaprender é desconstruir para reconstruir. É questionar o “sempre foi assim”, desafiar os modelos mentais cristalizados e se abrir para o novo com a curiosidade de uma criança. É reconhecer que o conhecimento é um processo dinâmico e que a rigidez nos impede de acompanhar o fluxo constante de transformações.
Otto Scharmer, em sua obra Teoria U: Liderando pela mudança profunda, defende que desaprender é essencial para cultivar a mente do iniciante, aberta e receptiva às novas possibilidades. É preciso “esvaziar a xícara” para que ela possa ser preenchida com novos conhecimentos e perspectivas.
Teresa Amabile, pesquisadora de Harvard e autora de O Princípio do Progresso, destaca a importância de um ambiente de trabalho que estimule a criatividade e a inovação. Para ela, líderes transformadores são aqueles que promovem a autonomia, o reconhecimento e o suporte às ideias de suas equipes.
Líderes que rompem paradigmas
No contexto da liderança, a nova atitude implica repensar práticas e modelos ultrapassados. O comando e controle, antes visto como pilar da autoridade, cede espaço à confiança, autonomia e empoderamento. Em tempos de trabalho híbrido e equipes diversas, o microgerenciamento sufoca a iniciativa e a criatividade, impactando negativamente o engajamento e a produtividade.
A resistência à mudança também precisa ser desconstruída. Como afirma Heráclito, “a única constante é a mudança”. É preciso abraçar as transformações, experimentar, inovar e descobrir o potencial infinito que existe em cada nova possibilidade.
Howard Gardner, em sua Teoria das Inteligências Múltiplas, nos convida a reconhecer a diversidade de talentos e habilidades presentes em cada indivíduo. Líderes transformadores valorizam essa diversidade, criando espaços para que cada membro da equipe possa contribuir com seus pontos fortes e desenvolver seu potencial máximo.
Seis pilares
A liderança do futuro passa necessariamente pelos pontos a seguir:
- Comunicação aberta e transparente: O líder promove o diálogo, escuta com atenção e estimula a troca de ideias, criando um ambiente de confiança e colaboração.
- Pensamento flexível e inovativo: Cultiva a criatividade, o pensamento crítico e a capacidade de solucionar problemas de forma inovadora, adaptando-se às demandas de um mundo em constante transformação.
- Colaboração e propósito compartilhado: Inspira a união, o trabalho em equipe e a busca por objetivos comuns, construindo uma cultura de pertencimento e engajamento.
- Autoconhecimento e desenvolvimento contínuo: Reconhece seus limites, aprende com os erros e busca constantemente evoluir, investindo em seu crescimento pessoal e profissional.
- Vulnerabilidade e autenticidade: Compartilha suas experiências, demonstra empatia e se conecta com sua equipe de forma genuína, inspirando confiança e lealdade.
- Inteligência emocional: Desenvolve a capacidade de compreender e gerenciar as próprias emoções e as emoções dos outros, criando relacionamentos saudáveis e produtivos.
Desafiar o status quo é um processo contínuo, uma jornada de autoconhecimento, aprendizagem e transformação. É preciso coragem e humildade para reconhecer nossas fragilidades e dar abertura para abraçar o novo.
Que neste novo ano possamos nos lançar nessa aventura extraordinária de desaprender para liderar melhor. Ser líderes mais humanos, mais conscientes e mais inspiradores, guiando nossas equipes com compaixão, coragem e confiança.
Reinvente-se! Liderar é transformar.