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Conheça Joan Burke, líder global de RH da DocuSign, contratada aos 69 anos

Atualmente com 72 anos, a americana é responsável pela gestão de pessoas global da DocuSign e diz que a diversidade tem muito a contribuir com os negócios

Por Elisa Tozzi Atualizado em 12 abr 2021, 10h34 - Publicado em 10 abr 2021, 08h00

Joan Burke, de 72 anos, tem uma história que vai na contramão de muitas trajetórias de carreira: deixou a aposentadoria para aceitar uma proposta de emprego. Aos 69 anos, a americana foi contratada como RH global da DocuSign, empresa de tecnologia especializada em assinaturas digitais. Ela recebeu o convite do CEO da companhia, que enxergou em seu perfil as habilidades essenciais para liderar a área de gestão de pessoas da empresa. “Este é o lugar onde estou fazendo o trabalho da minha vida”, diz Joan, em entrevista para VOCÊ RH.

Qual foi a sua motivação para sair da aposentadoria e aceitar a proposta da Docusign?

Minha jornada da aposentadoria para a DocuSign é interessante. Eu já havia trabalhado com o Dan Springer, CEO da DocuSign, que me convenceu a sair de uma aposentadoria precoce e me juntar a ele na DocuSign ,depois que minha empresa anterior, a Marketo, foi adquirida. Eu me lembrava que o Dan era um líder excepcional e sabia que a DocuSign era uma empresa fenomenal com ótimas pessoas e uma forte missão, então decidi dar o salto e aceitar o cargo de Chief People Officer. Três anos depois, e este é o lugar onde estou fazendo o trabalho da minha vida. É isso que dizemos: queremos que as pessoas façam o trabalho de suas vidas, e realmente queremos isso. Todos os dias, lembro-me disso e sei que tomei a decisão certa.

  • Quais são seus desafios no RH da empresa?

    Eu gerencio todos aspectos globais relacionados a RH e nossos esforços de Responsabilidade Social Corporativa, como aquisição e desenvolvimento de talentos, parceiros de negócios de RH, recompensas totais, operações de pessoas, desenvolvimento de talentos, nossa iniciativa do DocuSign IMPACT [projeto de voluntariado e impacto social] e todo o espectro da experiência do funcionário. A pandemia apresentou maneiras diferentes e, em alguns pontos, até melhores para trabalharmos novos desafios que nunca tivemos que enfrentar no local de trabalho.

    O que mudou com a crise de covid-19?

    Por exemplo, no início da pandemia, a integração foi um verdadeiro desafio quando tivemos que mudar a rota e fazer a transição para operar inteiramente virtual. No entanto, com essa experiência, aprendemos que existem oportunidades de avançar com uma mentalidade totalmente digital para melhorar processos tradicionais. Com sessões virtuais de boas-vindas, nosso CEO agora pode conhecer e interagir com todos os novos funcionários com mais facilidade. A TI pode preparar novos funcionários ainda mais cedo, enviando materiais como laptops com antecedência, antes mesmo de alguém começar sua função.

    A pandemia também mostrou como é importante as empresas ajudarem os funcionários a ver como seu trabalho está contribuindo para uma missão mais ampla e garantir que se sintam apoiados durante esse período. Por exemplo, lançamos vários benefícios, incluindo um chamado DocuSign Cares para permitir que os funcionários reembolsem até R$ 5.049 para ajudar com despesas relacionadas ao cuidado de entes queridos e animais de estimação, investimento em novos móveis de escritório para o home office, inscrição em aplicativos ou aulas de ginástica online, entre outras facilidades. Durante esse tempo, nos concentramos em ajudar os funcionários a compreender a cultura da DocuSign e se sentirem conectados a ela. Queremos garantir que as equipes se sintam estimuladas todos os dias e posicionar a DocuSign como um empregador atraente para os melhores talentos.

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    Quando os escritórios físicos reabrirem futuramente, provavelmente manteremos e desenvolveremos alguns de nossos processos virtualizados, como a integração inicial de um novo funcionário, enquanto também exploramos como as equipes se conectam e colaboram neste modelo híbrido de trabalho remoto e no escritório.

    O preconceito etário, ou ageísmo, é uma realidade em muitos países – incluindo o Brasil. Qual é a sua percepção sobre esse tipo de preconceito?

    Adoro essa pergunta, pois a DocuSign me contratou depois da idade em que a maioria das pessoas se aposentam permanentemente. Na DocuSign, temos o compromisso de construir uma força de trabalho mais diversificada e inclusiva. Como resultado da pandemia e da mudança para o trabalho remoto, temos a oportunidade de contratar um grupo mais amplo de talentos onde quer que estejam.

    A fim de construir uma equipe mais diversificada – atraente para indivíduos de diferentes raças, idades, sexos e assim por diante – temos o compromisso de dar a todos os funcionários oportunidades iguais de sucesso, de serem ouvidos, trocarem ideias abertamente e com isso construir uma vida com relacionamentos duradouros.

    Procuramos profissionais de todas as idades, acolhemos e abraçamos diferentes perspectivas e pontos de vista. Também realizamos workshops focados em compreensão de todos os aspectos que envolvem preconceitos e demonstração de empatia em toda a empresa, além de trazermos mais palestrantes externos que abordam estas questões. Esses workshops e eventos aumentaram a consciência e a empatia pelo que os outros estão vivenciando e pelo que cada um de nós podemos fazer para sermos melhores aliados uns dos outros na nossa profissional.

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