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Colaboradores da CPFL correm 147 mil quilômetros em programa contra o sedentarismo

Seria o suficiente para dar três voltas ao mundo. Este é o último resultado de um evento à distância que melhora (e muito) o clima organizacional, segundo o diretor de RH Renato Povia.

Por Luisa Costa
5 jul 2024, 17h05
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  • “Três voltas ao mundo em 10 dias.” Não é uma releitura do clássico de Júlio Verne: é o último resultado de um programa de incentivo ao exercício físico, realizado pela companhia de energia elétrica CPFL.

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    Os funcionários que participaram do “Desafio Agita” tinham a meta de correr ou caminhar, em conjunto, quilômetros equivalentes ao comprimento da Muralha da China (21 mil) no mês de setembro. Mas a empolgação os fez bater a meta em sete vezes – o suficiente para também ultrapassar a viagem mais famosa da ficção francesa.

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    O Desafio existe desde 2014 e acontece anualmente (o de 2024 não acabou oficialmente até o fechamento desta edição). É uma forma de incentivar funcionários como Clauber Pazin, gerente de operação de campo que trabalha na empresa há 30 anos, a abandonar o sedentarismo.

    “Eu sempre tive uma propensão ao sobrepeso e alcancei a obesidade durante a pandemia”, ele conta em entrevista. “O Desafio foi um pontapé inicial para eu me dedicar a uma rotina de exercícios. Eu não conseguia correr 300 metros, no começo. Mas me inspirei em alguns colegas [que participaram do programa], e isso me motivou a melhorar.”

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    O gerente tem uma disciplina de fazer inveja: são cinco dias de corrida por semana. Ele conta, orgulhoso, que perdeu 21 quilos em pouco mais de um ano por causa do Desafio – e alcançou os 51 anos de idade na melhor condição física de sua vida.

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    Às vezes, é isso que falta para as pessoas adotarem um estilo de vida mais saudável: incentivo. Já defendemos, aqui na revista, que deixar de ser sedentário não é questão de força de vontade, porque uma série de aspectos pode complicar a mudança: violência urbana, falta de acesso a áreas de lazer, renda insuficiente… e uma rotina de trabalho exaustiva.

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    Por isso, é fundamental que as empresas deem uma mãozinha. Colaboradores concordam: segundo uma pesquisa de 2022 com clientes do Gympass, 67% deles gostariam que suas companhias os ajudassem a se exercitar. Mas só 34% delas fazem isso de forma contínua.

    Não basta, claro, uma iniciativa anual como o Desafio. Ele incentiva muita gente: a edição de 2024 contou com mais de 4,4 mil pessoas inscritas. Mas a empresa precisa investir em saúde o ano todo – coisa que a CPFL faz, segundo o diretor de RH Renato Povia.

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    “Sempre que temos oportunidade, falamos sobre saúde de maneira ampla. Em alguns momentos, discutimos mais sobre saúde mental; em outros, sobre alimentação. Aí entra, por exemplo, o Nutrir: nosso programa que disponibiliza acompanhamento com nutricionista para os colaboradores.”

    Exercício a distância

    O Desafio Agita se transformou em seus dez anos de existência. Lá atrás, a CPFL organizava corridas e caminhadas em algumas das 700 cidades brasileiras nas quais está presente. Mas era impossível incluir todas as unidades, principalmente aquelas que se localizam em municípios pequenos. Veio a pandemia e, com ela, um hiato no programa.

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    Então, em 2023, a equipe de benefícios teve uma ideia para matar dois coelhos com uma cajadada só. O RH havia lançado um aplicativo para centralizar a comunicação interna, mas a adesão estava longe do ideal. A solução: transformar o Desafio, um programa já bem estabelecido e amado por muita gente, em uma atividade para ser feita a distância – com a ajuda do app.

    Ele passou a incluir um contador de passos. Os funcionários puderam se organizar em grupos e compartilhar suas andanças nesse ambiente digital. Tudo para atingir uma meta preestabelecida. Em 2023, o objetivo coletivo era uma Muralha da China. Em 2024, a CPFL desafiou cada participante a percorrer 42 km. O ritmo e a frequência ficaram a gosto do freguês.

    Em 30 anos, Clauber trabalhou ora em grandes centros urbanos, ora em cidades pequenas. Por isso, nem sempre pôde participar. “Esse novo formato deu oportunidade para todos”, ele afirma. “Hoje eu resido em Campinas, mas montei uma equipe com colegas de Ribeirão Preto e Bauru [cidades no interior paulista]. Isso acaba integrando as equipes também.”

    Ao final do Desafio, a CPFL faz um evento de encerramento com palestras e premiação. Mas a competitividade é positiva, defendem os organizadores. Porque, acima de qualquer muralha, maratona ou viagem ao redor do mundo, está o objetivo de incentivar o exercício físico – e as amizades no escritório, por que não? 

    “Você percebe que tudo isso contribui muito para o clima organizacional: as pessoas ficam mais dispostas para trabalhar e parecem ter orgulho de pertencer à empresa”, afirma Renato. “A gente vê que o Desafio acabou transformando muitas vidas com a mudança de hábitos.”

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