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Saúde mental coletiva: a nova forma de aumentar o bem-estar das equipes

Programas de bem-estar individual são importantes para cuidar da saúde mental dos funcionários, mas é preciso ir além. Saiba como

Por Marcia Di Domenico Atualizado em 4 ago 2022, 19h48 - Publicado em 5 ago 2022, 08h46
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Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou no último mês de junho sua maior revisão global sobre saúde mental desde a virada para os anos 2000. O relatório mostra a escalada nos índices de adoecimento mental no planeta. Houve um aumento de 25% nos casos de depressão e ansiedade só no primeiro ano da pandemia, e o burnout foi oficializado como doença ocupacional no início deste ano diante da explosão de ocorrências.

Antes de 2020, muitas empresas começaram a olhar para a importância de cuidar da saúde mental de seus empregados principalmente pelo viés da produtividade: previsões da OMS e de lideranças econômicas globais à época já alertavam para o prejuízo da ordem de trilhões ao ano que doenças como depressão e ansiedade podem gerar aos negócios, pois levam a afastamentos, alta rotatividade de funcionários, absenteísmo e presenteísmo, que é quando o profissional está no trabalho, mas com dificuldade de se concentrar e entregar resultados. Foi a senha para as organizações passarem a desenvolver ações e programas de bem-estar e oferecer benefícios que ajudassem as pessoas a gerenciar o estresse, diminuir a ansiedade e equilibrar trabalho e vida pessoal. Com o avanço da pandemia e as mudanças nos formatos de trabalho, a oferta desse tipo de recurso aumentou e se sofisticou, mas a saúde mental dos profissionais não melhorou.

Aulas de mindfulness, terapia online, semana de trabalho reduzida, sala de descompressão no escritório e tantas outras estratégias voltadas para o bem-estar individual são bem-vindas: funcionam para autoconhecimento e gerenciamento do estresse e podem ajudar a atravessar dias difíceis. Mas não são suficientes quando se trata de resolver dificuldades de saúde mental em sua origem, muito menos de modo sustentável. Isso porque o que tira as pessoas do sério no trabalho, como muitas pesquisas mostram, quase sempre está relacionado com culturas tóxicas, relacionamentos difíceis com chefe ou colegas, sobrecarga de tarefas, falta de autonomia e confiança, comunicação ineficiente. “A promoção de saúde mental no trabalho precisa ser pensada de forma coletiva e sistêmica, não por meio de ações isoladas e desconectadas da cultura da organização”, diz Francisco Nogueira, psicólogo e psicanalista e sócio da consultoria Relações Simplificadas. “Colocar à disposição do empregado uma porção de recursos e simplesmente incentivá-lo a buscar o próprio bem-estar pode se tornar mais um fator de pressão sobre ele, que tende a se sentir ainda pior quando percebe que, mesmo com apoio da empresa, não consegue ficar bem.”

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Em qualquer ambiente de trabalho, quando alguém reclama que está com dor de cabeça ou outro desconforto físico, logo um colega estende a mão com um comprimido. Se ninguém tiver, há a possibilidade de se dirigir à enfermaria ou ao ambulatório da firma, se existir um. Para os especialistas, questões que afetam nossa saúde mental deveriam ser abordadas com a mesma naturalidade no contexto corporativo: todos deveriam se sentir à vontade para falar quando não estão bem e precisam de ajuda, expressar insatisfação com aspectos do trabalho, conversar sem tabu sobre questões emocionais, opinar, sugerir e errar sem medo do julgamento ou de colocar o emprego em risco. Para isso acontecer é preciso rever a maneira como se faz a gestão das pessoas, e investir em uma cultura de segurança psicológica. Ambientes psicologicamente seguros são aqueles em que as pessoas se sentem confortáveis para ser quem são, expressar ideias e visões com naturalidade, arriscar, opinar, discordar e se envolver em conflitos produtivos. “Lugares assim geram funcionários mais satisfeitos e conectados consigo e seus recursos internos, o que traz engajamento e resultados para as empresas”, afirma Francisco.

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Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 81 (agosto/setembro) de VOCÊ RH. Clique aqui para se tornar nosso assinante

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