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Networking ainda funciona em 2026?

Participar de eventos e fazer contatos ajuda, mas não tanto quanto construir relações genuínas, capazes de gerar confiança, reputação e oportunidades.

Por Izabel Duva Rapoport 1 jul 2026, 17h07 | Atualizado em 1 jul 2026, 17h10
Miniaturas de pessoas em um fundo azul claro, conectadas por linhas azuis que formam uma rede complexa. As figuras estão em diversas posições, representando conexões sociais ou de dados
 (Boris SV/Getty Images)
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Menos acúmulo, mais qualidade. Essa é a nova lógica do networking diante do avanço da inteligência artificial, da automação dos processos e do recrutamento baseado em dados, na visão do especialista em gestão e estratégia Max Satiro, fundador da Sócio Estratégico. Para ele, a construção de relacionamentos continua sendo um diferencial competitivo na evolução da carreira, porém, o que antes funcionava de maneira transacional (quando as pessoas se aproximam para trocar favores ou pedir ajuda), hoje, está mais relacional. Ou seja: mais do que ter contatos, é preciso cultivá-los.

“Primeiro você constrói uma relação genuína com as pessoas, com interesse verdadeiro em escutar, agregar valor e, de certo modo, formar amizades”, orienta o executivo. “E só depois disso, você utiliza essa rede com foco profissional, para trocas mais explícitas”.

Ser interessado versus ser interesseiro

Para o estrategista, o que mais impede uma pessoa de transformar suas conexões em oportunidades reais de carreira, negócios e desenvolvimento profissional, é ser interesseira e não interessada. “É querer tirar proveito daquela conexão antes de agregar, escutar as necessidades do outro e buscar mecanismos que possam contribuir com suas dores”, diz.

E isso leva tempo. “As pessoas querem sair de um evento, por exemplo, com networkings formados, sem perceber que pegar o contato ou conhecer o profissional é só o primeiro passo para construir esse relacionamento”.

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Do volume ao relacionamento

Na prática, vale estar perto de quem já tem rede. “O networking que mais indica um profissional é a liderança que já trabalhou com ele, que pode falar do esforço, da dedicação, da organização e das soft skills no geral”, lembra Max. “Depois, a própria pessoa deve começar a construir essa rede, como se fosse um processo de vendas: ela entra em contato com as pessoas e, das que respondem, uma taxa segue por entrevistas até uma eventual contratação”.

Nesse momento, para ganhar visibilidade, ele ressalta a importância do montante. “O segredo aqui é conseguir uma grande quantidade de pessoas para interagir”, afirma o gestor, partindo para o próximo passo: a credibilidade. “E desse alto volume de contatos, a dica é gerar relacionamentos para que avancem para as próximas etapas”.

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