Programa de inclusão forma e contrata jovens com deficiência intelectual
Após 16 meses de capacitação técnica, desenvolvimento de habilidades e vivência prática, novos profissionais são efetivados na indústria de alimentos gaúcha.
Idealizado pelo RH da empresa de alimentos DaColônia, em parceria com a APAE de Santo Antônio da Patrulha (RS), o projeto de inclusão no mercado de trabalho, Elo Social, acaba de formar a primeira turma de profissionais com deficiência intelectual. Depois de 16 meses ou 1,4 mil horas de capacitação técnica, desenvolvimento de habilidades e vivência prática, os participantes foram efetivados, passando a atuar em período integral, com acesso aos mesmos benefícios oferecidos aos demais funcionários da indústria.
“Essa oportunidade transforma a realidade desses jovens, proporcionando a eles formação, uma vida funcional e independência financeira”, diz a diretora administrativa da APAE, Monia Santos, ressaltando que as aulas também têm foco em comunicação, responsabilidade, organização, convivência e adaptação ao ambiente corporativo.
Impacto permanente
Na etapa prática, os novos colaboradores participaram da rotina da sala de exportação da DaColônia, realizando atividades como colagem de etiquetas em produtos rumo ao mercado internacional. Segundo Pedro Funcke, gerente de RH da empresa, todo o processo dos alunos teve acompanhamento de quatro profissionais da APAE e outros quatro da organização. Mas ele destaca que, mais do que ensinar o dia a dia do trabalho, o projeto busca desenvolver autonomia, confiança e pertencimento. “O resultado mostra que, quando empresa, instituição e famílias caminham juntas, todos crescem”, diz.
Willian Freitas, o diretor da companhia, acrescenta ainda outro ponto: para ele, o projeto não é caridade, mas uma formação real que se deu na contratação do grupo para suprir uma necessidade da empresa. “Inclusão não é uma ação isolada, mas um compromisso permanente de criar oportunidades, valorizar as pessoas e contribuir para uma sociedade mais justa”, conclui.





