Pluralidade dá lucro
Como o Grupo Casas Bahia transformou a liderança em espelho do Brasil
Mais do que diversidade, o desafio das empresas é construir ambientes verdadeiramente inclusivos. Em 2025, o Grupo Casas Bahia chegou a 35,8% de mulheres em posições de gerência e acima e a 39% de pessoas negras em cargos de liderança. Andreia Nunes, CHRO da companhia, explica como essa agenda virou estratégia de negócio. Como o Grupo Casas Bahia trabalha a agenda de diversidade e inclusão?
Muito antes do tema virar pauta corporativa, o Grupo Casas Bahia já nasceu com o propósito de ampliar oportunidades para milhões de brasileiros. O carnê é o maior símbolo disso – foi a porta de entrada ao consumo para quem sempre esteve à margem do crédito tradicional.
O Brasil é um dos países mais plurais do mundo, e isso muda a régua. Não basta falar em diversidade, o desafio real é construir inclusão de fato, com oportunidades concretas de desenvolvimento, crescimento e pertencimento para todo mundo.
Essa agenda está conectada à estratégia do negócio porque a proximidade com o cliente exige entender sua pluralidade. Estudos de mercado mostram que consumidores compram mais de marcas e pessoas em quem se reconhecem, então diversidade nas lideranças não é só reparação histórica, é também alavanca de inovação, confiança de marca e geração de valor.
Que resultados essa estratégia já entregou?
Em 2025, as mulheres passaram a ocupar 35,8% das posições de gerência e acima – resultado acima da meta pública de 35% e um salto de 2,8 pontos percentuais frente a 2024 (33%). Na equidade racial, pessoas negras representam cerca de 50% do quadro de colaboradores e já ocupam 39% das posições de liderança (final de 2025), crescimento que se sustenta ano após ano.
Quais iniciativas sustentam essa evolução?
Ampliar representatividade passa por desenvolver pessoas. Na equidade de gênero, o Programa Dona de Si combina mentoria, formação de competências e uma rede de multiplicadoras internas para preparar um pipeline de mulheres para posições estratégicas. Fora da empresa, a Fundação Casas Bahia, em parceria com o Instituto Dona de Si, forma mulheres empreendedoras em diferentes regiões do país.
Na equidade racial, programas específicos de aceleração de carreira fortalecem lideranças negras e constroem um pipeline interno preparado para assumir desafios maiores. Todas essas frentes são acompanhadas por indicadores que orientam a evolução da estratégia.
Qual o principal aprendizado dessa jornada?
Inclusão não acontece de forma espontânea, exige compromisso, intencionalidade e disciplina de execução. Ainda há caminho pela frente, mas reconhecer os avanços não tira o foco dos desafios que restam: transformação cultural se constrói passo a passo.





