80% dos profissionais já sentiram que estavam ficando obsoletos
Um terço dos brasileiros investiu em cursos e certificações no último trimestre. Mas é fundamental buscar outras fontes de conhecimento.

Oito em cada dez profissionais já sentiram que estavam ficando para trás em suas profissões, segundo uma pesquisa da DataCamp, plataforma de cursos de dados e inteligência artificial, que também investigou o que fazem os brasileiros para não se sentirem defasados.
O levantamento mostrou que, para se atualizar profissionalmente, 61% dos brasileiros costumam fazer cursos de curto prazo. O segundo método mais comum é consumir vídeos educativos na internet: 60% dos profissionais recorrem a eles. Na sequência, aparecem a leitura de artigos e publicações acadêmicas; e o acompanhamento de redes sociais de profissionais das áreas de interesse.
Martijn Theuwissen, COO da DataCamp, afirma que os cursos fornecem uma bagagem robusta aos profissionais e podem ser uma porta de entrada para outras certificações. “No entanto, é essencial que os profissionais busquem outras fontes de conhecimento alternativas para complementar sua experiência. Acompanhar notícias, tendências, e mesmo as trends das redes sociais hoje em dia pode ser tão importante quanto um conhecimento teórico e prático. É a combinação dos campos para realização de um trabalho que busque sempre estar alinhado com o mercado”, afirma Martijn.
A maioria dos respondentes (33%) investiu em cursos e certificações nos últimos três meses. Outros 25% investiram no último ano; 21%, nos últimos seis meses. Apenas 22% não procuraram se atualizar nos últimos doze meses ou realmente nunca investiram em cursos.
“O engajamento e a frequência de estudo dos brasileiros demonstra o desejo de alcançar uma evolução profissional. O interesse pela busca dos cursos de curta duração também está alinhado a esse momento. Em um momento em que todos parecem estar correndo contra o tempo, esse é um método eficiente para se atualizar, desbravar novos campos e se destacar dentro do mercado”, afirma Martijn.
“A IA é um dos melhores exemplos do momento: ela já vem demonstrando seu potencial para transformar o mercado de trabalho, podendo transformar algumas profissões, mas também impulsionando a criação de novas oportunidades para quem acompanha essa evolução. O essencial agora é aprender a usá-la a seu favor, e investir em cursos na área pode fazer toda a diferença”, conclui o especialista.
O estudo ouviu 500 profissionais de todo o país por meio de questionários online em fevereiro.